Conflitos, choques climáticos e preços elevados de alimentos básicos muitas vezes conjugados entre si estão na base das situações de emergência alimentar no mundo, explica o Relatório Global sobre Crises alimentares, apresentado pela FAO, organização da ONU para a Fome e Agricultura, e União Europeia.
Segundo o documento, os conflitos armadas foram no ano passado o principal fator de insegurança alimentar aguda em 18 países, dos quais 15 em África e Médio Oriente, representando 60% do total global.
O aumento é em grande parte atribuído a novos conflitos ou conflitos que se intensificaram, designadamente em Miamar, no nordeste da Nigéria, na República Democrática do Congo, no Sudão do Sul e no Iémen.
O documento diz ainda que a seca prolongada em algumas regiões teve como consequência colheitas fracas em países que já enfrentavam altos níveis de insegurança alimentar e desnutrição na África Austral e Oriental.
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