[weglot_switcher]

Quer investir na bolsa de valores? Conheça algumas dicas adaptadas ao seu perfil

Criar uma carteira de investimentos em bolsa é uma atividade que exige um sólido conhecimento da forma como funciona o mercado e lhe vai exigir muita paciência e disposição para tomar riscos. Mitch Goldberg, presidente da casa de investimentos ClientFirst Strategy, deixa-lhe algumas dicas, consoante a sua faixa etária.
Reuters
11 Maio 2018, 15h00

Investir na bolsa de valores é uma atividade que requer dedicação e um sólido conhecimento das leis que orientam o funcionamento do mercado. Para construir uma carteira de ativos, deve ter em mente que é quase impossível enriquecer de um dia para o outro. Esta é uma atividade que lhe vai exigir uma boa dose de paciência e dedicação.

Mitch Goldberg, presidente da casa de investimentos norte-americana ClientFirst Strategy, considera que não basta apenas sujeitar as ações às flutuações do mercado; é preciso olhar para o panorama geral e descobrir oportunidades de negócio. Isso significa correr riscos.

Depois de o ano passado ter sido um ano de fortes ganhos em bolsa, 2018 chegou com uma nova onda de otimismo, que veio a rebentar com o ‘mini-crash’ de fevereiro. O Industrial Dow Jones, que serve de referência para as bolsas em todo mundo, recuou mais de 1.000 pontos e fez disparar o indicador de volatilidade VIX, conhecido como “o índice do medo”.

Apesar de o mercado ter corrigido entretanto das fortes perdas, um estudo recente mostra que os investidores estão mais contidos em tomar riscos. “Vender em maio e ir embora – uma estratégia de investimento duvidosa – parece ter chegado no início deste ano”, afirma Mitch Goldberg. No entanto, o presidente da ClientFirst Strategy considera que os investidores não devem adotar uma postura conformista e abster-se de tomar riscos.

Num artigo de opinião publicado na ‘CNBC’, Mitch Goldberg dá como exemplo o caso de Warren Buffett. Conhecido como o investidor mais bem sucedidos do século XX, comprou recentemente mais de 75 milhões de ações da gigante de tecnologia Apple, na espectativa de as vir a vender a um preço mais alto no futuro. As ações da empresa têm vindo a valorizar notoriamente e a empresa está perto de atingir a marca inédita de 1 bilião de dólares (840 mil milhões de euros) em valor de mercado.

“Só porque não consegue encontrar um motivo para comprar ações, não significa que não precise de uma plano estratégico. A minha experiência diz-me que os mercados não funcionam em modo de piloto automático por muito tempo “, afirma. Como tal, Mitch Goldberg deixa algumas sugestões de investimentos, tendo em conta os diferentes perfis dos investidores.

Millennials (nascidos após 1980): 

A sugestão de Mitch Goldberg para os mais novos é que continuem a investir. “Continuem a comprar e esperem que os stocks sejam atacados. Um mercado em baixa é um bom amigo. Muitos baby boomers (pessoas nascidas entre 1946 e 1964 na Europa) acumularam riqueza no mercado de ações, porque compraram ações enquanto as ações estavam em baixa”, explica.

Geração X (nascidos entre a década de 60 e 80): 

Tendo em conta as melhorias das condições de vida e o aumento do número de anos de vida, Mitch Goldberg recomenda um tipo de investimento que tenha em consideração a possibilidade de vir a trabalhar cada vez mais anos do que os seus pais. “Continue investindo e perceba que em 20 anos, teremos passado por vários ciclos de bull market (em alta) e bear market (em queda). Por isso, os seus rendimentos devem servir para uma parte dos seus ativos, geralmente entre 20% a 30% no máximo”, afirma. Um mercado em baixa é também um bom aliado para o seu investimento.

Baby Boomers (nascidos entre a década de 40 e 60): 

Esta é uma geração que desfruta de uma vida útil mais longa do que a dos seus antecessores e muitas das pessoas inseridas neste segmento vão trabalhar mais e viver com reformas mais longas. Para este patamar etário, o presidente da ClientFirst Strategy recomenda: “Uma estratégia para esta geração é dividir os investimentos em diferentes categorias de risco de conservador, moderado e crescimento. Desta forma, terá um portefólio conservador para obter fundos, enquanto dá o tempo necessário para deixar o seu investimento em categoria de crescimento crescer”.


Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.