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Portugal é o segundo país europeu que mais valoriza a Diversidade e Inclusão, revela estudo

Relatório da GoodHabitz enviado em primeira mão ao Jornal Económico revela ainda que 75% dos inquiridos considera importante trabalhar numa organização que valoriza a diversidade e a inclusão.
7 Outubro 2022, 16h09

Portugal é o segundo país europeu que mais valoriza a Diversidade e Inclusão, de acordo com um estudo recente da GoodHabitz sobre o estado da Diversidade e Inclusão em Portugal e na Europa e procura perceber como pode o desenvolvimento pessoal ajudar as organizações a tornarem-se mais diversas e inclusivas.

O relatório que integra estatísticas sobre a importância da Diversidade e Inclusão no local de trabalho, ao qual o Jornal Económico teve acesso em primeira mão, revela que 84% dos colaboradores acredita que a sua organização deveria dedicar uma maior atenção ao referido tópico. Além disso, 75% dos inquiridos admitiu considerar importante trabalhar numa organização que valoriza a diversidade e a inclusão.

O comunicado ao qual o JE teve acesso destaca que a maioria dos portugueses inquiridos sobre a aceitação e abertura para temas de Diversidade e Inclusão cultural “sente que as diferenças culturais podem ser discutidas dentro da sua organização”.

Porém, quase 1 em cada 10 (9%) revela “não estar à vontade para discutir diferenças culturais com os colegas”, não obstante 69% dos funcionários (média europeia é de 66%) considerarem que as direções “aceitam pessoas de diferentes culturas e etnias”.

“É bom saber que os colaboradores sentem que as suas organizações estão a fazer um esforço para criar um ambiente de trabalho inclusivo. Isto mostra o quão importante este tópico é. No entanto, este é um trabalho que tem de ser feito por todos e não apenas pelos gestores. Os empregadores não podem forçar um local de trabalho mais inclusivo. Isto é certamente algo que eles devem promover e incentivar, mas é igualmente importante que os colaboradores também contribuam
para um local de trabalho inclusivo, aberto e seguro, sendo essencial desenvolverem as soft skills certas para apoiar a estratégia de Diversidade e Inclusão da empresa”, comenta Pedro Monteiro, porta-voz da GoodHabitz, em Portugal, citado no comunicado enviado ao JE a propósito do estudo.

No que diz respeito ao tema das orientações sexuais e da comunidade LGBTQIA+, o estudo apurou que “a maioria dos colaboradores (63%) em Portugal referiu que os seus colegas ou eles mesmos podem dizer abertamente qual é a sua orientação sexual no seu local de trabalho”.

“Nós sentimos que há predisposição e interesse das pessoas pelo tema. Há um interesse global [sobre a diversidade e inclusão no trabalho]”, explica Cláudia Cerqueira, customer success manager da GoodHabitz, em declarações ao JE.

O relatório foi realizado a partir de informação recolhida junto de 1.047 trabalhadores em Portugal e 12.568 noutros países da Europa, com idades compreendidas entre os 25 e os 55 anos e que desempenham várias funções em diversos sectores e organizações.

A GoodHabitz ressalva que os resultados apresentados, que foram recolhidos em parceria com a agência de estudos de mercado Markteffect, foram ponderados com base numa distribuição representativa de Portugal e, com base no tamanho da amostra, os resultados foram adquiridos com 95% de confiança.

 


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