Os professores e educadores vão fazer greve a 2 de novembro, dia em que o ministro da Educação, João Costa, vai ao Parlamento “defender o indefensável”, isto é, a proposta de Orçamento do Estado para 2023. A paralisação foi anunciada esta quinta-feira pela Fenprof.
“A proposta de lei do Orçamento do Estado para 2023 confirma o desinvestimento do Governo na educação. Justificando a redução da verba orçamentada com a transferência de trabalhadores não docentes para as autarquias, o Governo parece esquecer que o financiamento público da educação é insuficiente”, sublinha o sindicato liderado por Mário Nogueira.
De acordo com a Fenprof, esse subfinanciamento, “que se está a tornar crónico”, não só impede a melhoria das condições de trabalho nas escolas, mas também trava a melhoria das condições de aprendizagem dos alunos.
No que diz respeito especificamente à proposta de Orçamento do Estado para 2023, o sindicato sublinha também que o Governo impõe uma “redução significativa do salário real” – os ordenados dos funcionários públicos vão subir, em média, 3,6%, abaixo da inflação –, não aponta “qualquer medida para combater a precariedade”, não promove o rejuvenescimento da profissão docente e continua a não prever a recuperação do tempo de serviço perdido nos anos de congelamento das carreiras.
Perante este cenário, a Fenprof, em conjunto com outros sindicatos (ASPL, FNE, SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE e SPLIU), decidiu marcar uma greve nacional de professores e educadores a 2 de novembro de 2022, “dia em que o ministro da Educação estará na Assembleia da República para defender o indefensável”.
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