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Áustria decreta encerramento de várias mesquita e abre guerra diplomática com a Turquia

Ibrahim Kalin, porta-voz do presidente turco, considera “islamofóbica e racista” a decisão anunciada pela Áustria.
8 Junho 2018, 18h13

A Áustria anunciou esta sexta-feira o fecho de sete mesquitas em todo o país e a expulsão de todos os imãs financiados a partir do estrangeiro para difundir ideias extremistas e doutrinar menores de idade. A decisão surge depois de uma das principais mesquitas de Viena ter feito uma controversa reconstituição de uma batalha emblemática da história otomana, cujos protagonistas eram crianças.

“As sociedades paralelas, o islão político e o extremismo não tem cabimento na Áustria”, afirmou o chanceler conservador da Áustria, Sebastian Kurz. O líder austríaco admite que podem vir a ser expulsos do país cerca de 60 imãs, com ligações à Turquia. Em conjunto, com as famílias, o número de muçulmanos expulsos do país pode chegar a um total de 150 pessoas.

O vice-chanceler e ultranacionalista austríaco, Heinz-Christian Strache, garante que “na Áustria existe liberdade religiosa, mas é importante que esse princípio não seja utilizado para o doutrinamento político”. O ministro do Interior turco, Herbert Kickl, afirma que as autorizações de residência de dezenas de imãs pela entidade que supervisiona as mesquitas turcas na Áustria estão a ser revistas.

Em reação a esta decisão, Ibrahim Kalin, porta-voz do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, escreveu na rede social Twitter: “O encerramento pela Áustria de sete mesquitas e a expulsão de imãs é o resultado da vaga populista, islamofóbica, racista e discriminatória neste país”.

Na Áustria vivem cerca de meio milhão de muçulmanos, na sua maioria de origem turca e bósnia, o que representa 6% da população de um país de maioria católica.


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