O exército do Irão inaugurou o que considera ser uma importante base subterrânea para acomodar aviões de combate e que servirá para manter a frota a salvo de ataques vindos do ar ou do solo. As instalações servem também mostrar as suas capacidades militares em resposta, segundo os analistas, aos exercícios conjuntos que Estados Unidos e Israel fazem sazonalmente. A notícia surge poucos dias depois de Israel ter organizado um ataque a instalações industriais que alegadamente acolitavam materiais que podem ser usados na fabricação de engenhos militares atómicos.
A localização do complexo, chamado Eagle 44, permanece desconhecida, sendo escavada nas montanhas para a proteger. A inauguração, que contou com a presença de altos oficiais militares e foi mostrada nas TV, ocorre menos de duas semanas depois de os Estados Unidos e Israel realizarem o seu maior exercício conjunto de sempre: milhares de soldados e dezenas de aeronaves, embarcações navais e sistemas de artilharia, no que foi amplamente visto pelos comentadores como uma mensagem endereçada ao Irão.
A televisão estatal mostrou imagens de caças a decolarem para realizar missões de treino durante o dia e a noite, acrescentando que “a mensagem dessas operações é que agora somos o poder aéreo absoluto na região”.
O exército iraniano também revelou que possui um novo míssil (chamado Asef), descrito como um míssil de cruzeiro de longo alcance, disparado do ar, que deverá ser montado nos jatos Sukhoi Su-24 de fabricação russa que o Irão tem em carteira.
Nos últimos meses, houve relatos de que o Irão poderia em breve receber jatos Su-35, mais avançados que os atuais, à medida que Teerão e Moscovo têm vindo a expandir as suas relações bilaterais na área da guerra.
Citado por vários jornais, Abdolrahim Mousavi, comandante-chefe do exército iraniano, disse à televisão estatal, enquanto estava na base subterrânea, que “as nossas bases em breve receberão novos caças a jato”. “Ao verem a nossa capacidade, os nossos inimigos, que são propensos a cálculos errados, talvez façam de modo a garantir mais calma na região”.
No mesmo momento, Mohammad Bagheri, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas iranianas, acrescentou que se algum país da região for usado por Israel para lançar um ataque em solo iraniano, “esse ponto de origem também enfrentará forte ataque além de Israel”.
A reportagem da televisão estatal afirmava que o exército iraniano tem várias outras bases como a Eagle 44 que estão operacionais e podem organizar ataques. O exército iraniano já havia revelado uma base de drones acima do solo, enquanto o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) mostrou há pouco várias das suas bases subterrâneas de drones e mísseis.
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