O governo turco está a planear incentivos fiscais para a recompra de ações como forma de alavancar os negócios do mercado mobiliário – que permaneceu fechado nos últimos dias na sequência dos terramotos que afetaram o país – ao mesmo tempo que viabilizariam o aumento do valor das ações (e dos ativos detidos pela população).
Os mercados de ações preparam-se para reabrir depois de estarem fechados desde a última quarta-feira. O ministro do Tesouro e das Finanças, Nureddin Nebati, terá decidido revogar temporariamente o chamado imposto de retenção na fonte, atualmente de 15%, que as empresas de capital aberto devem pagar quando recompram as suas próprias ações, segundo adianta a agência Bloomberg.
A bolsa de valores da Turquia suspendeu as negociações com ações e derivados nesta passada quarta-feira, 8 de fevereiro, após uma forte onda de liquidação de ativos sentida ao longo de três dias após os terremotos que mataram milhares de pessoas no país e na vizinha Síria.
O principal índice da Bolsa de Istambul depreciou-se rapidamente depois de milhares de investidores terem tentado trocar os ativos mobiliários por dinheiro, num quadro em que se perspectivavam fortes implicações negativas nos mercados financeiros como consequência dos terremotos – e numa fase em que a economia real está a passar por dificuldades óbvias, entre elas a alta da inflação.
Antes da suspensão dos negócios, o índice das ações cotadas na Turquia mostrava uma queda de 7,1% no dia em que os negócios foram suspensos, agregando uma derrapagem de 16% esta semana. O site http://www.ise.org/ ainda não se encontra disponível.
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