“Ameaças do Governo são intoleráveis”. Santana Lopes ouviu os motoristas em greve

O antigo primeiro-ministro e candidato à liderança do PSD, não colocou em causa a requisição civil instituída pelo Governo esta segunda-feira mas considerou existir “muita propaganda do Governo” neste tema “tal como aconteceu com os professores”.

Cristina Bernardo

Pedro Santana Lopes, líder do Aliança, esteve hoje em Aveiras de Cima para ouvir os responsáveis do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas e salientou que as “ameaças públicas do Governo aos motoristas são intoleráveis”.

O antigo primeiro-ministro e candidato à liderança do PSD, não colocou em causa a requisição civil instituída pelo Governo esta segunda-feira mas considerou existir “muita propaganda do Governo” neste tema “tal como aconteceu com os professores”.

Para Santana Lopes, “existe claro aproveitamento político” já que o primeiro-ministro, “tem cavalgado esta onda”.

Esta manhã, o Aliança disse condenar o “posicionamento alarmista” adotado pelo Governo de António Costa, que diz ter estado na origem da escassez de combustível em diversos postos do país, ainda antes do início da greve. O partido liderado por Pedro Santana Lopes reconhece o direito legítimo à greve, mas sublinha que o não cumprimento dos serviços mínimos deve conduzir à imediata requisição civil.

“O Aliança considera que o não cumprimento dos serviços mínimos estabelecidos deve conduzir à imediata requisição civil por parte do Governo, sem demoras, considerando o superior interesse dos portugueses. Em situações de exceção, exigem-se medidas de exceção, principalmente quando coloquem em causa ou atentem seriamente contra direitos fundamentais de outros cidadãos”, lê-se num comunicado emitido pelo partido sobre a greve dos motoristas, que arrancou esta segunda-feira.

Recomendadas

Oficial: Governo decreta fim da crise energética a partir da meia-noite

António Costa fala numa “vitória da democracia e da legalidade democrática” e que Portugal soube mostrar uma “grande maturidade”. Primeiro-ministro revela que a reposição da total normalidade dos combustíveis demorará dois a três dias.

Motoristas de matérias perigosas desconvocam greve ao sétimo dia mas deixam ameaças 

O sindicato admite nova paralisação a horas extraordinárias, fins de semana e feriados caso a associação patronal se mostrar “intransigente” na reunião de amanhã.

Brexit sem acordo levará a escassez de combustível, comida e fármacos

O documento divulgado pelo “Sunday Times” estima também que até 85% dos camiões que atravessam o Canal da Mancha “podem não estar preparados” para as formalidades das alfândegas francesas, o que provocaria longas filas que podem prolongar-se por dias.
Comentários