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André Ventura: “Não podemos estar aqui a receber barcos de toda a maneira que chegam à costa da Europa”

O candidato presidencial do Chega! diz que não se pode fechar totalmente as portas aos refugiados, mas que “não é qualquer pessoa que chega de Marrocos de barco, entrar de qualquer maneira na Europa”.
7 Janeiro 2021, 22h19

André Ventura manteve a defesa de que a Europa não deve ter as portas abertas a “barcos” que chegam à costa. O candidato presidencial do Chega! defendeu no debate com Marisa Matias, transmitido esta quinta-feira à noite pela Sic, que “não é qualquer pessoa que chega de Marrocos de barco, entrar de qualquer maneira na Europa e com os contribuintes europeus a pagar”.

Questionado pela moderadora da Sic, Clara de Sousa, sobre ter escrito em 2015 quando o corpo do refugiado sírio de três anos deu à costa numa praia que a Europa deveria acolher o maior número de imigrantes, André Ventura afirmou agora que “nós não podemos fechar as portas a quem foge da guerra, do terrorismo e da perseguição religiosa. Por uma razão: nós na Europa também já o fizemos durante a Segunda Guerra Mundial muitos europeus tiveram também de procurar asilo. Isso é uma coisa”.

Porém, considera que tal contrasta com outra realidade: “não é qualquer pessoa que chega de Marrocos de barco, entrar de qualquer maneira na Europa e com os contribuintes europeus a pagar”, disse.

“Não podemos estar aqui a receber barcos de toda a maneira que chegam à costa da Europa”, defendeu, argumentando que “não podemos continuar a ter uma Europa em que uns estão cá para pagar e para trabalhar e outros estão cá para chegar e receber tudo sem fazer nada”.

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