Bruxelas considera que digitalização da agricultura tanto vai criar desemprego como novos postos de trabalho

O diretor-geral do centro comum de Investigação da Comissão Europeia, Vladimír Šucha, disse esta quinta-feira, em Bruxelas, que a digitalização da agricultura vai levar à perda de postos de trabalho, mas também vai criar novos empregos.

O diretor-geral do centro comum de Investigação da Comissão Europeia, Vladimír Šucha, disse esta quinta-feira, em Bruxelas, que a digitalização da agricultura vai levar à perda de postos de trabalho, mas também vai criar novos empregos.

“É claro que vamos perder alguns empregos, mas também vamos criar outros. Ainda não sabemos bem em que moldes é que isso vai ocorrer”, disse Vladimír Šucha durante a sua intervenção no debate “A digitalização na cadeia alimentar”, organizado pela Comissão Europeia.

O responsável da Comissão Europeia referiu ainda que é necessário criar um modelo de negócio comum na União Europeia.

“Temos um modelo de negócio do ocidente e outro a leste, mas nenhum deles está em linha com a União Europeia. Temos de encontrar a nossa própria abordagem”, sublinhou.

Vladimír Šucha adiantou também que a Política Agrícola Comum (PAC) pós 2020 vai ser mais simplificada e digitalizada, por exemplo, “chegará um ‘smartphone’ ou um ‘tablet’ para evitar alguma burocracia”.

Segundo a Comissão Europeia, a PAC pós 2020 será dotada, globalmente, com um orçamento de 365 mil milhões de euros, prevendo uma nova forma de trabalhar, uma distribuição mais justa dos apoios, maiores ambições no domínio do ambiente e utilização intensiva dos conhecimentos e da inovação.

Ler mais
Recomendadas

Marcelo promulga com dúvidas salário mínimo de 635,07 euros na função pública

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, promulgou, embora expressando dúvidas sobre esta opção política, o decreto do Governo que atualiza de 580 para 635,07 euros o salário mínimo pago na função pública.

Portugal precisa de mais enfermeiros, realça a OCDE

Entre as recomendações que apresenta, a OCDE defende que a solução passa por apostar nos cuidados primários e para tal, “a disponibilidade de enfermeiros é essencial para assegurar cuidados primários e apoio domiciliários”.

Governo português “é quase uma exceção na Europa”, realça secretário-geral da OCDE

[O executivo de coligação português] provou ser um modelo muito eficaz, muito interessante”, frisou o secretário-geral da organização com sede em Paris, Angel Gurría.
Comentários