Menos de seis meses foram suficientes para vender 85% das casas em Portugal

Investimento efetuado no setor imobiliário já ultrapassou os 70 mil milhões de euros desde 2014. Este valor aproxima-se do pedido de resgate financeiro que foi apresentado por Portugal à troika.

Cerca de de 85% das casas que se encontravam no mercado no último ano para venda demoraram menos de seis meses a serem vendidas, de acordo com os dados divulgados pelo jornal “Público” desta sexta-feira, através da Associação Portuguesa dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP).

De acordo com o presidente da APEMIP, Luís Lima o tempo médio da venda de habitações tem vindo a baixar de forma acentuada. “Em 2014 e 2015 o tempo médio de venda era superior a dois anos. Atualmente, um terço dos imóveis demora entre um e seis meses a ser vendido”, destacando ainda que “a percentagem das vendas em menos de três meses vai aumentar este ano”.

Segundo a APEMIP dos cerca de 85% de casas que demoraram a ser vendidas em menos de seis meses, 37,7% levam entre um e três meses e 46,67% entre a quatro a seis meses e somente 4,44% das habitações permanecem no portefólio dos mediadores mais de um ano para serem vendidas.

A rapidez com que o mercado adquire os imóveis que são postos à venda tem vindo a refletir a procura que existe no setor imobiliário e que, de acordo com a Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários (APPII), representou no último ano 11% do Produto Interno Bruto (PIB).

Andamos a brincar com coisas sérias. Esta imprevisibilidade e loucura legislativa pode vir a destruir um setor que desde 2014 foi responsável por mais de 7o milhões de euros de investimento em Portugal. Recordo que foi dessa ordem de grandeza o valor do cheque que fomos pedir à troika”, referiu Hugo Santos Ferreira, vice-presidente executivo da APPII.

Recomendadas

Novo código dos contratos públicos vai “destruir engenharia portuguesa”, diz associação do setor

Em causa está “o preço mais baixo como principal (ou mesmo único) critério de avaliação de propostas” para serviços de engenharia de obras públicas previsto no novo Código que entrou em vigor em janeiro, diz a Associação Portuguesa de Projetistas e Consultores.

Lei ‘Uber’: PS não vai pedir fiscalização sucessiva da constitucionalidade

“É preciso primeiro perceber quais são as consequências que esta lei pode ter, de facto, no setor”, o que só poderá acontecer depois de ela entrar em vigor, explicou o deputado Carlos Pereira após uma reunião com representantes do setor do táxi.

Brexit obriga Tusk a marcar cimeira extraordinária em novembro

Presidente do Conselho Europeu esclareceu haver propostas da primeira-ministra britânica, Theresa May, que “precisam de ser trabalhadas e mais negociadas”
Comentários