Rui Rio está “confiante” de que vai ser o próximo líder do PSD

Ganhar não é uma questão “de vida ou de morte, um ganha, outro perde, o PSD continua, a vida continua”, disse, acrescentando que certo é que, após estas eleições, o PSD “está em condições de se relançar de uma forma muito melhor da que estava há dois ou três meses”.

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O candidato à liderança do PSD Rui Rio afirmou hoje que as eleições internas no partido não se tratam de uma questão “de vida ou de morte”, mostrando-se “confiante” na vitória.

Ganhar não é uma questão “de vida ou de morte, um ganha, outro perde, o PSD continua, a vida continua”, disse, acrescentando que certo é que, após estas eleições, o PSD “está em condições de se relançar de uma forma muito melhor da que estava há dois ou três meses”.

Falando aos jornalistas na sede da distrital do PSD/Porto, onde votou cerca das 16:35, Rio sustentou que esta disputa à liderança do partido com Pedro Santana Lopes “ajudou a revitalizar o partido” e “isso é importante”.

O ex-presidente da Câmara do Porto destacou também a afluência às urnas, afirmando que “muita afluência é bom” e vem ao encontro da sua ideia de que “o partido está mais mobilizado”.

Para Rio, as eleições diretas “são positivas” e é a participação dos militantes “que dá vida ao partido”.

Rio garantiu ainda que, quer perca ou ganhe as eleições, o seu relacionamento com o seu adversário, Pedro Santana Lopes, não mudará, porque “o relacionamento do passado é igual ao de hoje”.

“E espero que entre os apoiantes também seja a mesma coisa”, disse, acrescentando: “Fizemos o que estava ao nosso alcance, justamente para não se abrirem feridas”.

Rio afirmou ainda que, caso saia derrotado, o PSD poderá contar sempre consigo, “como sempre contou, [porque] as eleições são democráticas” e aceitará “qualquer resultado”.

Passos Coelho anunciou em 03 de outubro que não se recandidataria ao cargo que ocupa desde março de 2010, na sequência dos resultados das eleições autárquicas de 01 de outubro.

Mais de 70 mil militantes do PSD vão poder escolher hoje o próximo presidente social-democrata e sucessor de Pedro Passos Coelho nas eleições diretas disputadas entre Pedro Santana Lopes e Rui Rio.

De acordo com a secretaria-geral do PSD, os militantes com quotas pagas até ao fecho dos cadernos eleitorais (15 de dezembro) e que podem votar hoje são 70.385, universo eleitoral semelhante ao de outras diretas em que houve disputa.

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Foi fundado no dia 6 de maio de 1974, por Francisco Sá Carneiro, Francisco Pinto Balsemão e Joaquim Magalhães Mota, sob a denominação de Partido Popular Democrático (PPD). Essa denominação foi sugerida pelo escritor Rúben Andresen Leitão, tendo em conta que, antes da II Guerra Mundial, muitos partidos centristas e sociais-cristãos eram apelidados de “populares”. Legalizado a 25 de janeiro de 1975, mudou de nome a 3 de outubro de 1976, para Partido Social Democrata (PSD).
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