Topo da agenda: o que não pode perder na economia e nos mercados esta semana

A semana vai ser marcada pelos bancos centrais. O Fórum BCE em Sintra acolhe figuras como Mario Draghi, Mark Carney e Janet Yellen, enquanto nos EUA o foco vai estar na reunião de dois dias de Fed que termina na quarta-feira.

REUTERS/Kevin Lamarque

Draghi, Carney e companhia em Sintra para falar sobre bancos centrais

Numa altura em que o rumo da política monetária em várias regiões está a ser analisado no contexto da guerra comercial, alguns dos principais banqueiros centrais do mundo vão estar em Sintra no Fórum BCE. Segundo o Banco Central Europeu, o evento que decorre entre segunda-feira e quarta-feira irá ter como foco os primeiros 20 anos da União Económica e Monetária (UEM) e o futuro do crescimento na zona euro. No entanto, é pouco provável que as principais notícias não sejam sobre às reações do BCE e da Reserva Federal (Fed) norte-americana à escalada do conflito comercial entre os EUA e a China.

O evento, que se realiza na Penha Longa, começa na segunda-feira ao final da tarde (18 horas) com um discurso de Olivier Blanchard, antigo economista-chefe do Fundo Monetário Internacional. O dia seguinte deverá ser o mais intenso, com Mario Draghi, presidente do BCE, a abrir a sessão às 9 horas com um discurso e depois a participar num Policy Panel, às 15h00, na companhia de Mark Carney, governador do Banco de Inglaterra, e Janet Yellen, ex-presidente da Fed. O último dia do evento é dedicado à análise do futuro da UEM e inclui uma intervenção de Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, logo na abertura às 9h30.

Fed pode abrir porta para cortes na taxa de juro

Em poucas semanas, a Fed mudou o tom. Após a última reunião do Federal Open Market Committee, no início de maio, Jerome Powell, presidente do banco central, reiterou que a Fed estava “confortável” com a política monetária, iria ser “paciente” nas subidas de taxas e não via um racional forte para mudar para uma ou outra direção.  Isso foi, no entanto, antes da mais recente escalada na guerra comercial entre os Estados Unidos e China, que veio abalar os mercados globais. A 4 de junho, Powell reagiu, dizendo que a Fed está atenta e irá reagir de forma “apropriada” para sustentar a expansão económico. Os mercados interpretaram as palavras de Powell como sinal de que a Fed deverá em breve cortar a federal funds rate. 

O consenso nos mercados é mesmo que a Fed fará dois cortes nas taxas este ano, com a dúvida centrada sobre o timing. Segundo a Reuters, os contratos de futuros da taxa de juro apontam para uma probabilidade de apenas 21% que a Fed anuncie um corte na reunião de dois dias que termina esta quarta. O banco central deverá, portanto, dar mais sinais uma descida na reunião seguinte, em julho, hipótese que acolhe uma probabilidade de 85% segundo os futuros. Os investidores irão estar atentos também às novas projeções económicas, que servirão para perceber como é que a Fed vê o impacto futuro da guerra comercial.

Ofertas de dívida para o retalho em foco

O período de subscrição da Oferta Pública de Subscrição (OPS) da emissão obrigacionista da TAP termina esta terça-feira, dia 18. Através desta operação dirigida a investidores de retalho, a companhia aérea quer angariar 50 milhões de euros em dívida a quatro anos e pagar uma taxa de juro fixa bruta de 4,375% ao ano.

Apresentação dos resultados da operação terá lugar na quarta-feira, às 16 horas na Euronext, numa sessão especial com direito a com toque do sino que assinala o encerramento da sessão de bolsa.

As emissões de dívida para o retalho têm estado em foco nos últimos meses. A SIC, do grupo Impresa, na semana passada lançou uma OPS para colocar 30 milhões de euros em obrigações a três anos, a uma taxa de 4,5%.

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