UTAO: dívida pública fixou-se em 125,8% do PIB no 2º trimestre

Dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, atingiu 246,7 milhões de euros, o que corresponde a 125,8% do Produto Interno Bruto (PIB), contra 131,7% no final de junho de 2017.

A dívida pública situou-se em 125,8% do PIB no final do segundo trimestre, uma descida de seis pontos percentuais (p.p.) face ao mesmo período do ano passado, revela a nota mensal da UTAO a que a Lusa teve hoje acesso.

Segundo a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), no final de junho, a dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, atingiu 246,7 milhões de euros, o que corresponde a 125,8% do Produto Interno Bruto (PIB), contra 131,7% no final de junho de 2017.

A redução homóloga é “justificada essencialmente pelo contributo do saldo primário e pela descida dos depósitos das Administrações Públicas”, explicam os técnicos do parlamento.

“Esta evolução é explicada por vários contributos: saldo primário (-3,2 p.p.), efeito dinâmico, ou seja, taxa de crescimento do PIB nominal superior à taxa de juro nominal implícita no stock de dívida (-0,9 p.p.), bem como o efeito ajustamento défice-dívida (-1,9 p.p.)”, lê-se na nota.

A UTAO acrescenta que o ajustamento défice-dívida consistiu essencialmente na redução dos depósitos das administrações públicas nos últimos 12 meses.

Os técnicos analisam pela primeira vez a dívida não financeira, ou seja, passivos que, não entrando no conceito de dívida, são igualmente obrigações a pagar por parte do Estado, como é o caso da dívida comercial e outras dívidas sem caráter financeiro.

As administrações públicas apresentaram um montante de dívida comercial de 4.597 milhões de euros, uma redução de 105 milhões de euros face ao final do mês homólogo.

Por subsetores, registou-se uma descida homóloga dos passivos não financeiros de 304 milhões de euros na administração central para 1.889 milhões de euros, mas uma subida de 199 milhões de euros na administração regional e local, onde o ‘stock’ da dívida atingiu os 2.708 milhões de euros.

Em causa estão “as obrigações perante agentes económicos que são fornecedores de bens e serviços (às administrações públicas)” como “faturas por pagar, ainda dentro do prazo, pagamentos em atraso, contratos de locação financeira, acordos de regularização de dívida”, entre outras situações.

A UTAO explica ainda que nas dívidas sem caráter financeiro entram “as obrigações constituídas perante todos os terceiros que não sejam considerados fornecedores”, como é o caso de “subsídios em dívida para instituições privadas sem fins lucrativos e dívidas fiscais”.

A dívida não financeira é incluída no défice orçamental apurado em contabilidade nacional, mas não entra na definição de Maastricht, pelo que, na transição de saldos, as contas a pagar a fornecedores dão origem a um ajustamento défice-dívida.

Ler mais
Recomendadas

Bombeiros: 95% das corporações do distrito de Lisboa deixaram de informar CDOS

O presidente da federação, António Carvalho, disse à Agência Lusa que apenas três das 56 corporações de bombeiros voluntários estão a informar o CDOS de Lisboa.

Governo vai fazer estudo sobre nova linha férrea no Vale do Sousa

O secretário de Estado discursava para algumas centenas de pessoas que hoje assistiram em Rebordosa, Paredes, à apresentação de um estudo preliminar para a construção de uma linha de caminho de ferro que ligue Valongo a Felgueiras, passando pelos concelhos de Paredes, Paços de Ferreira e Lousada.

Salário mínimo nacional aumenta e impostos descem. As respostas de Macron às reivindicações dos ‘coletes amarelos’

Presidente francês falou ao país após os tumultos do passado fim-de-semana. Decretou estado de urgência económica e social e anunciou aumento de 100 euros no salário mínimo nacional.
Comentários