A Virgin Orbit Holdings, detida por Richard Branson, deu esta terça-feira entrada com um pedido de falência, depois ter falhado uma missão espacial e não ter conseguido garantir o financiamento de longo prazo necessário para repor as contas, avançou a agência “Reuters” e confirmou a empresa no Twitter.
A declaração de insolvência surge poucos dias após a empresa de lançamento de satélites ter anunciado publicamente que iria encerrar a atividade até novo aviso e despedir a maioria (85%) dos trabalhadores para “reduzir despesas devido à incapacidade da empresa de garantir financiamento significativo”.
Quinze dias antes dessa notificação, a 15 de março, o CEO da Virgin Orbit, Dan Hart, disse a grande parte dos funcionários para interromperem os trabalhos, dando-lhes licença de uma semana enquanto a empresa procurava mias financiamento, o que acabou por não ocorrer e levar ao desfecho desta manhã.
No início deste ano, a empresa do multimilionário britânico, fundada em 2017, previa lançar a primeira missão espacial a partir do Reino Unido quando uma anomalia comprometeu toda a missão e não permitiu que o foguetão alcançasse a órbita.
A Virgin Orbit fez a sua primeira missão espacial em 2021, ano em que chegou também a Wall Street. Aliás, o incidente teve consequências nos mercados financeiros, uma vez que a empresa chegou a desvalorizar mais de 23% no índice Nasdaq da bolsa de Nova Iorque. Ainda antes da abertura das negociações, no dia que se seguiu à falha, a Virgin Orbit Holdings perdia 21,24% para 1,52 dólares.
Em causa está a “Cosmic Girl”, que levantou voo na Cornualha a 9 de janeiro. O foguetão “LauncherOne” separou-se da aeronave uma hora após a descolagem, como estava previsto, mas cerca uma hora após essa divisão, a Virgin Orbit apercebeu-se da anomalia, cujo motivo ainda se encontra sob investigação.
A falha e consequentes derrapes financeiros geraram 15 milhões de dólares em encargos para a empresa relacionados à decisão de cessar as operações, entre os quais se incluem 8,8 milhões de dólares em indenizações aos trabalhadores e 6,5 milhões de dólares noutros gastos associados a serviços de recolocação e à lei WARN, que exige que as empresas nos Estados Unidos informem os colaboradores das rescisões com antecedência mínima de 60 dias, segundo um documento enviado ao regulador dos mercados norte-americano.
Virgin Orbit to Continue Sale Process Under Chapter 11 Protection. Read more: https://t.co/MhsPTxqUQF pic.twitter.com/xOMMXEC0oK
— Virgin Orbit (@VirginOrbit) April 4, 2023
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