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Lisboa. Ofertas por casarão na Avenida Gago Coutinho superam os dois milhões

Antigo colégio conta com mil metros quadrados e foi alvo de uma execução sumária em julho de 2022.
6 Abril 2023, 12h17

Já superam os dois milhões de euros as ofertas por um casarão com uma área de mil metros quadrados no número 141 da Avenida Almirante Gago Coutinho em Lisboa, segundo informações recolhidas pelo JE.

Durante muitos anos funcionou neste local o colégio N’Avózinha, mas o imóvel foi alvo de uma execução sumária em julho de 2022, contando como credores o Novo Banco, o Instituto de Segurança Social e o Ministério Público.

“Prédio urbano situado em São João de Brito, Av.ª Almirante Gago Coutinho, nº141. (…) Correspondente a edifício afeto a serviços, composto de cave, rés-do-chão, 1º andar, dependência e logradouro”, pode-se ler na publicação da venda do bem. O imóvel conta com uma área coberta de 237 m2 e descoberta de 763 m2.

Este casarão, localizado ao lado do parque José Gomes Ferreira na freguesia de Alvalade, está inserido numa avenida que serve o aeroporto de Lisboa e que conta com várias dezenas de casarões impressionantes pelo seu tamanho, isto depois do cruzamento com a Av. EUA e em direção ao Humberto Delgado. Estes imóveis ao longo desta avenida entre o Areeiro e a rotunda do Aeroporto albergam várias empresas, colégios e a Ordem dos Médicos que fica a uma curta distância desta moradia.

Inicialmente, o imóvel esteve à venda em leilão eletrónico. Avaliado em 760 mil euros, o valor base foi estimado em 2,288 milhões de euros e o valor da venda nos 1,945 milhões. Perante a falta de ofertas ao nível exigido , o prédio passou para negociação particular, com a agente de execução a aceitar propostas diretamente, tendo o objetivo de fechar negócio o mais rapidamente possível, apurou o JE.

Em 2021, último ano com contas publicadas, a empresa “Na Avozinha Infantario E Jardim de Infancia Lda registou um EBITDA de 76 mil euros, com prejuízos de 19,8 mil euros. A faturação nesse ano atingiu os 295 mil euros, com as despesas a atingir os 76 mil euros, e os gastos com pessoal a chegar aos 142 mil euros. O passivo atingiu então os 1,7 milhões de euros, com o total do capital próprio e do passivo a situar-se nos 1,479 milhões. Os ativos fixos tangíveis atingiam mais de um milhão de euros e os financiamentos obtidos situavam-se nos 1,6 milhões de euros, segundo os dados disponíveis no portal Racius.

 


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