Um tribunal de El Salvador sentenciou esta segunda-feira o ex-presidente do país, Mauricio Funes, bem como o seu ministro da Justiça, a 14 anos de prisão por ligações a grupos criminosos e crimes de desobediência. O anúncio foi feito durante a tarde pelo gabinete do procurador-geral do país, no Twitter.
David Munguia, que ocupou a pasta da justiça sob a presidência de Funes, vai servir uma pena de 18 anos.
“Conseguimos confirmar que estes dois ex-oficiais, que tinham a obrigação de proteger os salvadorenhos, negociaram as suas vidas em troca de favores eleitores, como se fossem membros de um gang”, escreveu o procurador-geral Rodolfo Delgado.
Munguia foi o primeiro a servir prisão domiciliária, em 2020, por suspeitas de associação ilegal e outros crimes relacionados com acordos que terão sido feitos com grupos criminosos, de forma a reduzir o número de homicídios no país. Em troca, essas organizações criminosas receberiam favores, cuja natureza não é ainda conhecida.
A questão prende-se agora com a extradição do ex-presidente, que governou de 2009 a 2014. Funes vive atualmente na Nicarágua, onde já tem estatuto de cidadão. Acontece que a constituição do país determina que nenhum cidadão de pleno direito possa ser extraditado.
Tagus Park – Edifício Tecnologia 4.1
Avenida Professor Doutor Cavaco Silva, nº 71 a 74
2740-122 – Porto Salvo, Portugal
online@medianove.com