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Suíça aprova em referendo nova lei do clima e imposto global sobre empresas

A proposta em questão garantirá 2,5 mil milhões de francos suíços (2,55 mil milhões de euros) por ano em receitas adicionais e foi apoiada por grupos empresariais e pela maioria dos partidos políticos. A Suíça acolhe os escritórios e sedes de cerca de duas mil empresas estrangeiras, entre as quais a Google, além de 200 multinacionais suíças, como a Nestlé.
7 – Suíça
18 Junho 2023, 16h12

Os eleitores suíços aprovaram este domingo, em referendo, as propostas de introdução de um imposto mínimo global sobre as empresas e uma lei climática que visa reduzir a utilização de combustíveis fósseis e atingir zero emissões até 2050, segundo as projeções da emissora pública SRF no domingo, citadas pela “Reuters”.

De acordo com a “AFP”, a “Lei Federal sobre os Objetivos de Proteção do Clima, a Inovação e o Reforço da Segurança Energética” teve o voto favorável de 57,95% (apurados 24 dos 26 cantões) e o novo imposto teve uma taxa de aprovação de 78,24%.

As primeiras projeções, baseadas em votos contados de forma antecipada pelo Instituto GFS Bern, mostraram que 88% dos eleitores que votaram no referendo nacional deste domingo apoiam o aumento do imposto sobre as empresas do país para a taxa mínima global de 15%, que está, atualmente, fixada em 11%.

Contudo, mesmo com o aumento, a Suíça continua ter um dos níveis de imposto sobre as empresas mais baixos do mundo.

A proposta em questão garantirá 2,5 mil milhões de francos suíços (2,55 mil milhões de euros) por ano em receitas adicionais e foi apoiada por grupos empresariais, pela maioria dos partidos políticos – com exceção do partido radical de direita, o SVP, que fez campanha pelo “não” – e pela opinião pública.

Em 2021, a Suíça juntou-se a quase 140 países que assinaram um acordo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) para estabelecer uma taxa mínima de imposto para as grandes empresas, criada de forma a limitar a prática de transferência de lucros para países com impostos baixos.

A lei do clima regressou à discussão pública numa forma modificada depois de ter sido rejeitada em 2021 por ser demasiado dispendiosa, com os apoiantes da mesma a entenderem a sua adoção necessária para o país provar o seu empenho na luta contra as alterações climáticas.

A taxa de participação no referendo rondou os 42%.

A Suíça acolhe os escritórios e sedes de cerca de duas mil empresas estrangeiras, entre as quais a Google, além de 200 multinacionais suíças, como a Nestlé.


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