A Federação Nacional da Educação (FNE), liderada por Pedro Barreiros, vai lançar, entre 30 de junho e 7 de julho de 2023, pelo terceiro ano consecutivo, uma consulta nacional online a todos os educadores e professores do continente e regiões autónomas. Objetivo? Avaliar as condições de trabalho do ano letivo que está a terminar.
De que forma o bem-estar e desenvolvimento profissional foi afetado pelas alterações económicas? Que condições foram aplicadas para o processo Ensino-Aprendizagem? Existiu oferta de formação contínua? Os alunos foram prejudicados por insuficiência de docentes? Estas são algumas questões que a FNE vai colocar a professores e educadores e as suas respostas servirão para fundamentar a ação político-sindical da FNE em 2023-2024.
“É insuficiente anunciar um valor no Orçamento do Estado. É necessário que esse número seja aplicado na prática, para melhorar as condições de vida e de trabalho que permitam aos profissionais da educação um bom desempenho e o seu bem-estar físico e emocional, tanto nas escolas, como na família e na sociedade em geral”, salienta a FNE.
Cerca de três mil professores disseram presente à consulta do ano passado, revelando como principais preocupações: 1) a clarificação dos conteúdos das componentes letiva e não letiva de estabelecimento, garantindo que na componente letiva se integram todas as atividades educativas realizadas pelo docente com
qualquer número de alunos 2) a simplificação/eliminação de suportes digitais redundantes e/ou supérfluos e 3) a eliminação de todos os procedimentos burocráticos considerados inúteis, canalizando o tempo dos docentes para o processo de ensino-aprendizagem.
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