O inquérito criminal sobre o discurso de ódio identificado em centenas de elementos da GNR e da PSP pode vir a ser arquivado, noticia esta terça-feira o “Diário de Notícias”, dado que os dados recolhidos pelos “investigadores digitais” do Consórcio de Jornalistas são considerados pela Polícia Judiciária e pelo Ministério Público uma ação encoberta ilegal.
Assim, segundo o mesmo jornal, as duas entidades descartam essa informação como prova.
De acordo com a mesma investigação, são 591 os elementos das duas forças policiais com “comportamentos contrários ao Estado de Direito, apelos à violência e à violação de mulheres, comentários racistas, xenófobos, misóginos e homofóbicos, simpatia pelo Chega e por outros movimentos de extrema-direita e saudosismo salazarista”.
As “alegadas mensagens”, afirmou na altura da publicação da reportagem José Luís Carneiro, ministro da Administração Interna, são de “extrema gravidade”, pelo que a “situação exige da nossa parte uma atitude de grande lucidez, firmeza, determinação e consequência”.
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