A semana foi de subidas de juros em ambos os lados do Atlântico, decisões já largamente esperadas e de 25 pontos base (p.b.) nos dois casos. Também em ambas as economias, os responsáveis de política monetária procuraram deixar o mais em aberto possível o caminho na segunda metade do ano, não se comprometendo com nenhuma decisão concreta, mas antes apontando aos dados que forem sendo conhecidos. O mercado procura sinais de que o aperto monetário na zona euro e nos EUA está no seu pico, mas os bancos centrais consideram tal precipitado face a uma inflação ainda elevada.
Tanto na zona euro, como nos EUA, a subida de 25 p.b. esta semana havia já sido quase garantida na reunião de junho, pelo que a expectativa para a decisão de política monetária era baixa. Na moeda única, a taxa de referência subiu para 4,25%, o mais alto desde outubro de 2008; na maior economia do mundo, os juros diretores ficaram entre 5,25% e 5,5%. O foco estava colocado na comunicação de ambos os bancos centrais, que pouco diferiu entre si.
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