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Combustíveis. CDS acusa governo socialista de “iludir os portugueses”

“[O Governo] diz que mantém o apoio aos consumidores e ao mesmo tempo sobe os impostos nos combustíveis num momento em que as famílias se defrontam com um crescimento elevado dos custos de vida”, refere Nuno Melo.
18 Agosto 2023, 11h28

O CDS-PP acusou, esta sexta-feira, o governo socialista de continuar a iludir os portugueses no que diz respeito aos combustíveis.

“[O Governo] diz que mantém o apoio aos consumidores e ao mesmo tempo sobe os impostos nos combustíveis num momento em que as famílias se defrontam com um crescimento elevado dos custos de vida e as empresas com o aumento dos custos de produção”, apontam os democratas cristãos em comunicado assinado pelo líder do partido.

Nuno Melo recorda que “atualmente, por cada litro de gasolina Super 95 com que os portugueses abastecem o seu automóvel, mais de metade (51%) corresponde a impostos entregues ao Estado”.

“No preço de 1,83 euros por litro, 90 cêntimos dependem da refinação e do preço do petróleo e 93 cêntimos são para o governo socialista gastar. Ao abastecer um deposito de 40 litros de gasolina, que custa cerca de 73 euros, 37 euros vão diretos para o Estado”, sublinha.

O mesmo acontece, segundo Nuno Melo, com o “gasóleo, usado para abastecer os veículos das famílias ou das empresas”. “No preço de 1,71 euros por litro, 93 cêntimos dependem da produção e 78 cêntimos (46% do total) são para o governo socialista gastar”, refere.

Nuno Melo fala também nos montantes que tem o Estado arrecadado. “O consumo de combustíveis nos primeiros seis meses de 2023 atingiu o recorde da última década, o que significa que o Estado está a arrecadar uma receita em impostos que é este ano superior em muitos milhões de euros”, salienta.

Os democratas cristãos defendem que “o governo socialista não pode continuar a enganar os portugueses”. “Em vez de aumentar os impostos sobre os combustíveis, deve diminuí-los. As famílias precisam de utilizar os seus automóveis para se deslocarem e as empresas necessitam das suas viaturas para transportar os bens que produzem. O governo deve servir os portugueses e não os deve prejudicar e enganar”.


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