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Produção de seguros caiu 4,3% num ano, revela ASF

A produção de seguros caiu 4,3% nos primeiros seis meses de 2023. O ramo vida foi o responsável pela queda com um recuo de 18,2%, revela em comunicado a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões.
28 Agosto 2023, 18h03

A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) publicou o seu relatório trimestral de Evolução da Atividade Seguradora do 2.º trimestre de 2023. Nele consta que, no final de junho de 2023, a produção global de seguro direto relativa à atividade em Portugal diminuiu 4,3% face ao período homólogo de 2022, situando-se em cerca de 6 mil milhões de euros.

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O ramo vida foi o responsável pela queda global dos seguros, com uma quebra de 18,2%, tendo sido relevante para este decréscimo a diminuição verificada nos seguros de vida ligados (45,5%), em particular nos PPR (74,4%).

Já os ramos Não Vida registaram um crescimento de 10,4%, de onde se destaca o crescimento de 16,6% no ramo Doença, cujo peso relativo na produção passou a ser de 21,4% no final do período.

No mesmo período, os montantes pagos verificaram um acréscimo de 13,4%, segundo a ASF.

A entidade reguladora diz que para este aumento foram determinantes o crescimento de 14,3% no ramo Vida, potenciado pela variação positiva de 26,4% verificada nos seguros de Vida Não Ligados (incluindo os PPR Não Ligados), e de 11,6% nos ramos Não Vida, tendo para isso contribuído os ramos Doença (21,3%), Incêndio e Outros Danos (33,6%) e Automóvel (6,1%).

No segundo trimestre de 2023, o valor das carteiras de investimento das empresas de seguros totalizou 50,3 mil milhões de euros, o que representa um decréscimo de 0,9% face ao final do ano anterior. Na mesma data o volume de provisões técnicas foi de 42,8 mil milhões de euros.

“O rácio de cobertura do Requisito de Capital de Solvência (SCR) – medida do montante de fundos próprios necessários para a absorção das perdas resultantes de um evento de elevada adversidade (VaR 99,5%, um ano), e que resulta da agregação das cargas de capital relativas aos vários riscos a que as empresas de seguros se encontram expostas – foi de 202%, refletindo um acréscimo de cinco pontos percentuais face ao final de 2022”, lê-se no comunicado da ASF.

Já o rácio de cobertura do Requisito de Capital Mínimo (MCR) – nível mínimo de fundos próprios abaixo do qual se considera que os tomadores de seguros, segurados e beneficiários ficam expostos a um grau de risco inaceitável – foi de 549%, refletindo um aumento de cerca de 32 pontos percentuais face ao final do ano anterior.


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