[weglot_switcher]

“É mentira. Nem chega a metade”. Sindicato nega que professores ganhem salário anual de 41 mil euros

Coordenador do sindicato acusa Marques Mendes de mentir relativamente aos dados apresentados este domingo em que é referido que um professor do terceiro ciclo (quinze anos de experiência) aufere 41 mil euros por ano.
18 Setembro 2023, 11h37

André Pestana, coordenador do Sindicato de Todos os Professores (S.T.O.P.), contestou os dados da OCDE que referem que um professor do terceiro ciclo (com quinzena anos de experiência) ganha 41 mil euros por ano, reiterando que esse valor não está adequado à realidade do quadro docente em Portugal.

Pais lançam aviso aos professores e não aceitam greves “à la carte”

No início de mais uma semana de protestos, este dirigente sindical presente numa ação em São Teotónio (Odemira) contestou (em declarações à “CNN Portugal”) os dados apresentados este domingo pelo comentador Luís Marques Mendes, no seu espaço de comentário no “Jornal da Noite”.

Marques Mendes fez uma análise aos dados da OCDE, num enquadramento em que Portugal se encontra em vigésimo lugar da tabela e abaixo da média dos países da OCDE: 50 mil euros por ano. “Até pode ser que os salários dos professores comparados com outros salários no ensino superior não sejam tão baixos porque os outros ganham mal”, indicou o comentador.

O dirigente sindical disse esta segunda-feira que os dados apresentados pelo comentador da SIC não correspondem à verdade: “Marques Mendes disse que um professor com quinze anos de serviço em Portugal recebe em média cerca de 41 mil euros por ano, quando é cerca de metade ou menos desse valor”.

“Não sei como é possível, essa mentira não é inocente porque foi veiculada na véspera desta greve que vai culminar esta sexta-feira. Temos que pressionar para defender uma escola pública de excelência. Uma greve sem impacto é uma greve que não tem qualquer efeito mas há que perceber que se desvalorizou quem trabalha na escola pública”, salientou André Pestana.

Como se previa, o regresso às aulas promete também o retorno das paralisações do pessoal docente, e a tensão entre professores e Ministério da Educação mantém-se até porque não estão agendadas novas negociações.

Do lado do S.T.O.P., está decretada uma greve a todo o serviço para esta semana, paralisação que vai envolver professores e funcionários e que poderá não ficar por aqui uma vez que este sindicato admite o prolongamento.

Em relação à Fenprof, a Federação de professores promete que não vai convocar “greves por atacado” mas faz depender o endurecimento dessa luta daquilo que começar a transparecer do Orçamento do Estado para 2024.

RELACIONADO

Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.