O CDS-PP quer explicações de António Costa sobre a notícia do “Expresso” que dá nota que o ministro Gomes Cravinho esteve alegadamente implicado num contrato fictício que se enquadra num caso de corrupção.
Assim, apela ao Comandante Supremo das Forças Armadas, o senhor Presidente da República, que peça explicações urgentes ao primeiro-ministro António Costa e ao ministro João Cravinho e exija consequências políticas.
O “Expresso” avançou que um dos acusados pelos crimes de corrupção e branqueamento na operação Tempestade Perfeita, Paulo Branco, implicou o ministro João Gomes Cravinho no caso da assessoria-relâmpago no sentido de pagar 50 mil euros a Marco Capitão Ferreira.
Para o partido liderado por Nuno Melo, “o que se passa no ministério da Defesa, área de soberania, é da maior gravidade”.
“O acumular de notícias sobre corrupção, a total falta de transparência nas decisões, e a promiscuidade que preside às nomeações para consultores e para a gestão das empresas públicas de Defesa, leva o CDS-PP a apelar diretamente ao Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas para que exija explicações do primeiro-ministro António Costa e de forma prioritária ao ministro João Cravinho”, apontou o partido.
O primeiro ministro já veio a público defender o ministro. António Costa reiterou que o ministro já tinha feito um comunicado sobre o tema e que “esse comunicado é uma posição de todo o Governo”.
Por sua vez, João Gomes Cravinho, repudiou “veementemente” a notícia do “Expresso”. “Repudio de forma veemente e inequívoca a sugestão feita na manchete do jornal “Expresso”, baseado aliás em informações pouco credíveis, como fica claro pela leitura do respetivo artigo”, disse o governante em comunicado.
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