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Bruxelas contra “paranoia” na regulação da Inteligência Artificial generativa

“Não devemos marcar como alto risco coisas que não parecem ser de alto risco no momento. Deveria haver um processo dinâmico”, disse a vice-presidente da Comissão Europeia para os Valores e Transparência, Věra Jourová, ao “Financial Times”.
3 Outubro 2023, 12h18

A vice-presidente da Comissão Europeia para os Valores e Transparência alertou para contra ser-se “paranoico” ou demasiado restritivo na regulação da Inteligência Artificial (IA) generativa, porque o receio extremo desta tecnologia pode impactar negativamente a inovação.

“Não deveria haver paranoia na avaliação dos riscos da IA. Tem sempre de ser uma análise sólida dos possíveis riscos”, disse Věra Jourová ao jornal “Financial Times” a propósito da legislação europeia que está iminente e se tornou pioneira a nível mundial. Na sua opinião, a lei não deve basear-se em preocupações “distópicas”.

“Não devemos marcar como alto risco coisas que não parecem ser de alto risco no momento. Deveria haver um processo dinâmico onde, quando vemos tecnologias a serem utilizadas de forma arriscada, possamos adicioná-las mais tarde à lista de alto risco”, argumentou, em declarações à publicação britânica, divulgadas esta terça-feira.

Věra Jourová é uma das responsáveis da Comissão Europeia pela supervisão da promulgação da lei da IA na União Europeia, conhecida como “AI Act”. Quando questionada sobre se o excesso de regulamentação representa uma ameaça à inovação tecnológica e empresarial, a ex-ministra checa concordou.

Os comentários da vice-presidente da Comissão Europeia para os Valores e Transparência surgem no momento em que o executivo comunitário, o Parlamento Europeu e os Estados-membros começam a reta final das negociações para concluir a legislação europeia da IA, dois anos e meio após a instituição liderada por Ursula von der Leyen ter apresentado a proposta de lei.


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