Bruxelas está a pressionar Elon Musk, diretor-executivo da rede social X (antigo Twitter), no sentido de tomar medidas urgentes para combater a desinformação e os conteúdos ilegais que têm proliferado nesta plataforma, com especial ênfase para aqueles que dizem respeito à escala do conflito no Médio Oriente.
Thierry Breton, comissário europeu do Mercado Interno, advertiu esta terça-feira que após os ataques do Hamas contra Israel, a rede social X tem sido utilizada para difundir desinformação e conteúdos ilegais. Numa carta com carácter “urgente”, Breton recordou Elon Musk que a plataforma deve seguir a lei europeia de serviços digitais, que estabelece obrigações sobre a moderação de conteúdos e exigiu a Musk que tomasse medidas nesse sentido.
De resto, este não é o primeiro aviso que Bruxelas faz a Elon Musk sobre este tema e com foco nesta rede social. Em maio, o Twitter decidiu abandonar o código de conduta da União Europeia contra a desinformação ‘online’, mas Bruxelas avisou que as obrigações da empresa se mantêm inalteradas, avançou o comissário Thierry Breton.
“Podes correr, mas não te podes esconder. Além das promessas voluntárias, o combate à desinformação será uma obrigação legal, presente na lei de serviços digitais de 25 de agosto. As nossas equipas estão prontas para fazer cumprir a lei”, assinalou o comissário europeu para o mercado interno e indústria, através de uma mensagem publicada nas suas redes sociais.
O código de boas práticas, que foi lançado em 2018 e conta com cerca de 30 signatários, como a Meta, o Google e o TikTok, tem por objetivo impedir que aqueles que divulgam informações falsas recebam receitas publicitárias.
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