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“Ajuda humanitária a Gaza?”. Israel rejeita levantar “cerco total” até que reféns do Hamas sejam libertados

“Ajuda humanitária a Gaza? Nenhum interruptor elétrico será ligado, nenhuma boca de incêndio será aberta e nenhum camião de combustível entrará até que os reféns israelitas regressem a casa. Humanitária por humanitária. E ninguém nos deve dar lições de moral”, é possível ler numa publicação em hebraico na página oficial de Israel Katz na rede social X.
Lusa
12 Outubro 2023, 13h10

Israel rejeitou hoje levantar o cerco imposto a Gaza até que o Hamas liberte todos os reféns, de acordo com a “Reuters”.

“Ajuda humanitária a Gaza? Nenhum interruptor elétrico será ligado, nenhuma boca de incêndio será aberta e nenhum camião de combustível entrará até que os reféns israelitas regressem a casa. Humanitária por humanitária. E ninguém nos deve dar lições de moral”, é possível ler numa publicação em hebraico feita no perfil oficial do ministro da Energia israelita, Israel Katz, na rede social X.

O “cerco total” ao território palestiniano, que bloqueia o acesso a água, comida e eletricidade, foi anunciado no início da semana pelo ministro da Defesa israelita Yoav Gallant.

A Faixa de Gaza tem uma população de aproximadamente 2,1 milhões de pessoas, de acordo com números da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente (UNRWA).

“A miséria humana causada por esta escalada é abominável e eu imploro às partes que reduzam o sofrimento dos civis”, apelou esta quinta-feira o diretor regional do Comité Internacional da Cruz Vermelha, Fabrizio Carboni, em comunicado.

Os números mais recentes das autoridades de Gaza apontam para mais de 1.200 vítimas mortais na sequência dos bombardeamentos das forças israelitas, além de pelo menos 5.000 feridos.

A única central de energia elétrica foi desligada e os hospitais estão a ficar sem combustível para os geradores de emergência.

Benjamin Netanyahu declarou “estado de guerra” em represália pelo ataque perpetrado pelo Hamas em território israelita no sábado, que terá vitimado mais de mil pessoas de dezenas de nacionalidade.

Na terça-feira, a decisão anunciada por Netanyahu foi reforçada pelo ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, que deixou clara a preparação de uma “ofensiva total” contra a Faixa de Gaza, com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milícias.

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