Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou hoje que as populações mais pobres das regiões mais fragilizadas vão acabar por sofrer as consequências de duas guerras que decorrem simultaneamente, referindo-se, mais concretamente, à que afeta o leste da Europa e à que estalou há uma semana entre Israel e o movimento islâmico palestiniano do Hamas.
Segundo o Presidente da República, “o mundo aguenta mas isso significa custos muito elevados, custos sobretudo muito elevados para os mais pobres pois sofrem sempre mais aqueles que menos têm”.
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Abordado pela comunicação social em Vouzela, após uma homenagem às vítimas dos incêndios de outubro de 2017, Marcelo recordou que estas duas guerras acontecem pouco depois de um período longo marcado pela pandemia da covid-19 e que “deixa um lastro na vida das pessoas, das comunidades e dos Estados que é difícil de medir neste momento”, tudo porque, de acordo com o Chefe de Estado, ainda não conheceu o seu epílogo.
Recorde-se que o governo israelita confirmou hoje que mais de 1.400 pessoas foram mortas e que 3.500 ficaram feridas em Israel desde o ataque do Hamas, em 07 de outubro, enquanto o Exército dá conta de 126 reféns detidos pelo movimento islamita.
Já de acordo com o Ministério da Saúde palestiniano, 2.329 pessoas morreram até agora na Faixa de Gaza em consequência do contra-ataque do exército israelita, que também já feriu mais de 9.000 pessoas, grande parte delas com gravidade.
Além destes números, cerca de 1.200 milicianos do Hamas foram mortos em combates com as forças de segurança em território israelita, durante confrontos armados que se prolongaram até terça-feira.
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