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Mais de 50% das PME consideram um desafio fazer face às ameaças informáticas, diz Sage

Metade das PME sofreram um incidente de segurança informática no último ano. Há 55% dos inquiridos portugueses que afirmaram que o maior desafio é educar os colaboradores sobre segurança informática.
DR
17 Outubro 2023, 23h00

De acordo com o estudo Cyber security for SMBs: Navigating Complexity and Building Resilience desenvolvido pela Sage, o principal desafio para as pequenas e médias empresas, no que se refere a segurança informática, é manterem-se a par das novas ameaças tecnológicas, sendo que mais de metade dessas empresas pede ajuda para gerir os riscos.

O estudo Cyber security for SMBs: Navigating Complexity and Building Resilience revela que 48% das PME registaram um incidente de segurança informática no último ano, sendo que 25% registaram mais do que um. Apenas 17% das PME em Portugal registaram mais do que um incidente no último ano.

O estudo conclui ainda que 70% das PME afirmam que as ameaças informáticas são um motivo de preocupação, mas, 72% sentem-se confiantes relativamente a sua gestão de segurança informática, e, inclusive, 76% revêem-na regularmente.

Há 51% que consideram que manter-se a par das novas ameaças é o maior desafio, em Portugal esse valor acresce para 56%, seguido de assegurar que os funcionários sabem aquilo que é esperado deles (45% a nível global e 53% em Portugal) e, por último, esclarece-los acerca da segurança informática (43% a nível global e 49% em Portugal).

“Com o aumento dos ataques informáticos, perceber o que é importante, por onde começar e ultrapassar os obstáculos dos custos é essencial para as PME que pretendem fortalecer a sua resiliência aos ataques informáticos”, defende a Sage.

O estudo conclui que 56% das PME apelam às empresas de segurança informática que façam mais no sentido de as formar e apoiar, enquanto 45% colocam a responsabilidade nos governos e 43% nos parceiros tecnológicos de confiança. Finalmente, mais de metade (52%) deseja apoio na educação e na formação, tanto em Portugal, como a nível global.

A Sage, empresa de tecnologia de contabilidade, finanças, RH e faturação para PME, desenvolveu o estudo global Cyber security for SMBs: Navigating Complexity and Building Resilience, com o intuito de avaliar as perceções das PME relativamente à segurança informática e aos principais obstáculos que estas encontram neste tema.

Com este estudo, a Sage pretende desmistificar a segurança informática e transformá-la de um enorme desafio para uma ferramenta útil, para que as PME se possam focar no crescimento do seu negócio, no desenvolvimento das suas equipas, bem como na prestação de uma experiência positiva ao cliente.

Ben Aung, EVP Chief Risk Officer da Sage, destaca que “navegar no mundo da segurança informática pode ser letal para as PME, que muitas vezes não possuem conhecimentos especializados de TI (Tecnologias de Informação)”.

O estudo revela também que quatro em cada 10 PME discutem a segurança informática de forma regular, principalmente quando alguma coisa muda ou corre mal internamente ou com outra organização.

Em termos de dimensão, as empresas mais pequenas acabam por conferir menos importância à segurança informática, têm menos conhecimentos sobre controlos informáticos e, no geral, investem menos em segurança informática.

Ana Ribeiro, Country Sales Director da Sage Portugal, diz que “é encorajador ver que 71% das PME têm incorporada a segurança na sua cultura empresarial e que 68% realizam backups dos dados, uma medida crucial para a resiliência informática”.

“Obviamente que o trabalho remoto trouxe desafios adicionais a esta questão, no entanto, verificámos que 79% das PME implementaram processos para gerir os riscos de ataques informáticos junto dos seus colaboradores remotos, sendo, no entanto, vital que todas as empresas garantam uma adesão efetiva a esses processos”, acrescenta.

“Todos estes dados ressaltam a importância de um compromisso contínuo com a segurança informática, em todos os níveis organizacionais. Na Sage, estamos empenhados em apoiar as PME no fortalecimento das suas defesas e na promoção de uma cultura de segurança informática abrangente, fundamental para o sucesso e para a proteção dos seus negócios”, revela.

Os resultados do estudo sublinham que dois terços das PME estão dispostas a despender mais fundos para garantir uma melhor segurança informática. 68% afirmam mesmo que utilizariam um fornecedor mais caro e gastariam mais dinheiro numa empresa se esta tivesse uma melhor segurança e se apresentasse mais informações sobre a privacidade e a segurança dos seus produtos. Em Portugal, essa percentagem aumenta para 80%.

 


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