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Hamas-Israel. Wall Street prevê grandes lucros com a guerra

Joe Biden pediu ao Congresso 106 mil milhões de dólares em ajuda militar e humanitária para Israel e a Ucrânia e assistência humanitária para Gaza. Quem fica a ganhar são as empresas responsáveis pelo armamento.
Lusa
30 Outubro 2023, 13h33

Durante as teleconferências sobre os lucros do terceiro trimestre deste mês, os analistas do Morgan Stanley e do TD Bank apontaram para uma potencial escalada de lucros no conflito entre Israel e Hamas, segundo o “The Guardian”.

Pouco depois de ter começado a guerra, o Jornal Económico noticiou que as empresas de defesa americanas estavam a subir em bolsa devido ao confronto em Israel. 

Joe Biden pediu ao Congresso 106 mil milhões de dólares em ajuda militar e humanitária para Israel e a Ucrânia e assistência humanitária para Gaza.

O dinheiro poderá ser uma benção para o sector aeroespacial e de armas, que registou um salto de 7 pontos percentuais logo após o ataque do Hamas a Israel, em 7 de Outubro, e o início do bombardeamento de Gaza por parte de Israel, em resposta.

O número de mortos – que até agora inclui mais de 8.000 palestinianos e mais de 1.400 israelitas – não é uma prioridade para Cai von Rumohr, director-geral e analista de investigação sénior especializado na indústria aeroespacial, da TD Cowen. A sua preocupação debruçava-se sobre o lado positivo da guerra para a General Dynamics, uma empresa aeroespacial e de armas na qual a TD Asset Management detém mais de 16 milhões em ações.

“O Hamas criou uma procura adicional, temos este pedido de 106 mil milhões de dólares do presidente”, disse von Rumohr.

Por sua vez, Jason Aiken, vice-presidente executivo da tecnologias e diretor financeiro da empresa, reconheceu que “a situação de Israel obviamente é terrível, francamente, e está a evoluir enquanto falamos”. No entanto afirmou “que se olharmos para o potencial dos pedidos crescentes resultante disso, o realmente se destaca é o lado da artilharia”.

A chefe de pesquisa de património aeroespacial e de defesa do Morgan Stanley, Kristine Liwag, adotou uma abordagem semelhante perante o conflito.

“Olhando para [o pedido de financiamento suplementar de 106 mil milhões de dólares da Casa Branca], temos equipamento para a Ucrânia, equipamentos de defesa aérea e antimísseis para Israel e reposição de arsenais para ambos. E isto parece enquadrar-se muito bem no portefólio da Raytheon Defense”, disse Liwag, cujo empregador detém mais de 3 mil milhões de dólares em ações da Raytheon, uma participação de 2,1% na empresa de armas.


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