No primeiro trimestre, que terminou em dezembro, as receitas totais Apple ascenderam aos 84,3 mil milhões de dólares, o que representa uma variação negativa de 5%, em termos homólogos. Os lucros líquidos por ação situaram-se nos 4,18 dólares, ligeiramente acima das previsões dos analistas da Bloomberg e 7,5% acima do registado há um ano. A gigante tecnológico apresentou assim resultados em linha com as expectativas que Tim Cook, o CEO da empresa, tinha comunicado ao mercado, quando emitiu um profit warning no início do ano.
Nota sobre as previsões para o segundo trimestre do ano, que acabará em março. A Apple estima que as receitas no próximo trimestre situar-se-ão entre os 55 mil milhões e os 59 mil milhões de dólares, abaixo das estimativas dos analistas, que apontavam para receitas na ordem dos 58,97 mil milhões. No entanto, os analistas já previam estas estimativas devido à já esperada quebra da procura dos iPhone e à conjuntura macroeconómica.
As receitas do iPhone decresceram 15%, em termos homólogos. Já as receitas dos Mac, Wearables e acessórios registaram valores recorde, com um crescimento de 17%, em igual período.
Destaque para as receitas históricas no segmento dos serviços, que ascenderam a 10,88 mil milhões de dólares, e que incluem a App Store, o Apple Pay, o iCloud e a Apple Music. A aposta da empresa nos serviços como fonte de receita para compensar a quebra da procura dos dispositivos móveis tem, para já, resultado.
Numa nota publicada no site oficial da Apple, Tim Cook ressalvou que a equipa que lidera “gere a empresa com um foco no longo-prazo e que os resultados deste trimestre demonstram a força do nosso negócio” (tradução livre).
Por mercado, o foco dos investidores centrou-se no mercado chinês, depois de Tim Cook ter revelado que a contração da economia chinesa penalizou os resultados da empresa que lidera e que o levou a emitir o profit warning. As receitas no mercado chinês caíram 26,6% em termos homólogos, para 13,17 mil milhões de dólares, e representaram 15,6% da faturação total. Há um ano, o mercado chinês constituiu cerca de 20% das receitas totais, com vendas na ordem dos 17,96 mil milhões de dólares.
Recorde-se que em novembro, o CFO da Apple, Luca Maestri, disse que a empresa iria deixar de reportar o número de unidades vendidas para as linhas de produto mais representativas da marca: iPhone, Mac e iPad. Argumentou, na altura, que o número de unidades vendidas “não era representativo” da força do negócio, mas o anúncio assustou os investidores, que o tomaram como um sinal antecipado da quebra das vendas destes produtos flagship.
No último trimestre de 2018, a Apple vendeu 46,9 milhões de iPhones, sensivelmente o mesmo, em termos homólogos. Em igual período, o número de iPads e Mac caíram, respetivamente, 6% e 2%.
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