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Apple fez um ‘guidance’ para o segundo trimestre abaixo das previsões dos analistas. Serviços atingem receitas recorde

Os investidores já sabiam que as receitas da Apple não iriam ultrapassar os 84 mil milhões de dólares no primeiro trimestre quando Tim Cook emitiu o ‘profit warning’. Mas o ‘guidance’ da empresa para o próximo trimestre ficou aquém das previsões dos analistas. Já os serviços alcançaram os 10,88 mil milhões de dólares, um valor recorde para a empresa.
29 Janeiro 2019, 22h29

No primeiro trimestre, que terminou em dezembro, as receitas totais Apple ascenderam aos 84,3 mil milhões de dólares, o que representa uma variação negativa de 5%, em termos homólogos. Os lucros líquidos por ação situaram-se nos 4,18 dólares, ligeiramente acima das previsões dos analistas da Bloomberg e 7,5% acima do registado há um ano. A gigante tecnológico apresentou assim resultados em linha com as expectativas que Tim Cook, o CEO da empresa, tinha comunicado ao mercado, quando emitiu um profit warning no início do ano.

Nota sobre as previsões para o segundo trimestre do ano, que acabará em março. A Apple estima que as receitas no próximo trimestre situar-se-ão entre os 55 mil milhões e os 59 mil milhões de dólares, abaixo das estimativas dos analistas, que apontavam para receitas na ordem dos 58,97 mil milhões. No entanto, os analistas já previam estas estimativas devido à já esperada quebra da procura dos iPhone e à conjuntura macroeconómica.

As receitas do iPhone decresceram 15%, em termos homólogos. Já as receitas dos Mac, Wearables e acessórios registaram valores recorde, com um crescimento de 17%, em igual período.

Destaque para as receitas históricas no segmento dos serviços, que ascenderam a 10,88 mil milhões de dólares, e que incluem a App Store, o Apple Pay, o iCloud e a Apple Music. A aposta da empresa nos serviços como fonte de receita para compensar a quebra da procura dos dispositivos móveis tem, para já, resultado.

Numa nota publicada no site oficial da Apple, Tim Cook ressalvou que a equipa que lidera “gere a empresa com um foco no longo-prazo e que os resultados deste trimestre demonstram a força do nosso negócio” (tradução livre).

Por mercado, o foco dos investidores centrou-se no mercado chinês, depois de Tim Cook ter revelado que a contração da economia chinesa penalizou os resultados da empresa que lidera e que o levou a emitir o profit warning. As receitas no mercado chinês caíram 26,6% em termos homólogos, para 13,17 mil milhões de dólares, e representaram 15,6% da faturação total. Há um ano, o mercado chinês constituiu cerca de 20% das receitas totais, com vendas na ordem dos 17,96 mil milhões de dólares.

Recorde-se que em novembro, o CFO da Apple, Luca Maestri, disse que a empresa iria deixar de reportar o número de unidades vendidas para as linhas de produto mais representativas da marca: iPhone, Mac e iPad. Argumentou, na altura, que o número de unidades vendidas “não era representativo” da força do negócio, mas o anúncio assustou os investidores, que o tomaram como um sinal antecipado da quebra das vendas destes produtos flagship.

No último trimestre de 2018, a Apple vendeu 46,9 milhões de iPhones, sensivelmente o mesmo, em termos homólogos. Em igual período, o número de iPads e Mac caíram, respetivamente, 6% e 2%.

 

 


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