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Lucro líquido da Lego sobe 10% no primeiro semestre

A Lego reportou um crescimento de 10% no lucro operacional, para os nove mil milhões de coroas dinamarquesas, justificado pelo “forte desempenho e uma melhoria na produtividade, enquanto os investimentos em iniciativas estratégicas aumentaram conforme o planeado”.
Lego
NPR
27 Agosto 2025, 08h59

O lucro líquido da Lego subiu 10%, no primeiro semestre, para as 6,5 mil milhões de coroas dinamarquesas, face aos seis mil milhões do ano passado, anunciou a empresa esta quarta-feira.

Quanto ao lucro operacional registou um crescimento de 10% para os nove mil milhões de coroas dinamarquesas, justificado pelo “forte desempenho e uma melhoria na produtividade, enquanto os investimentos em iniciativas estratégicas aumentaram conforme o planeado”, explica a empresa.

A Lego reportou um crescimento de 12%, no primeiro semestre, para um recorde de 34,6 mil milhões de coroas dinamarquesas (31 mil milhões no ano anterior) a que acresce um avanço de 13% nas vendas ao consumidor “impulsionadas por um portfólio amplo e inovador”, salienta a empresa.

O fluxo de caixa das atividades operacionais fixou-se em 5,9 mil milhões de coroas dinamarquesas, no primeiro semestre, o que representa uma quebra face aos 7,5 mil milhões de coroas dinamarquesas do período homólogo.

O principal motivo para esta quebra deveu-se ao “calendário das saídas de caixa e ao aumento dos pagamentos de impostos”, explica a empresa. “Ao mesmo tempo, a empresa manteve investimentos significativos na construção de novas fábricas e na modernização das instalações existentes, que totalizaram 4,2 mil milhões de coroas dinamarquesas contra 4,5 mil milhões de coroas dinamarquesas no 1.º semestre de 2024”, acrescentou a organização.

“O fluxo de caixa livre foi de 1,7 mil milhões de coroas dinamarquesas, que foi afetado pela continuação de um elevado nível de investimento. Como parte do seu investimento a longo prazo em locais-chave, a empresa abriu uma fábrica de última geração no Vietname e uma nova sede nas Américas, em Boston, nos Estados Unidos”, refere a Lego.

A fábrica no Vietname vai “apoiar o crescimento a longo prazo” na região da Ásia-Pacífico, tem 150.000 m2, e é a sexta instalação mundial da marca e a “mais sustentável ambientalmente” até à data.

A empresa tem em curso um investimento superior a 1,5 mil milhões de dólares norte-americanos para a “construção de uma fábrica e um centro de distribuição regional de 185.000 m2 na Virgínia, Estados Unidos”, que devem ser inaugurados em 2027.

“Também continuou a expandir fábricas no México e na Hungria. Além disso, abriu uma nova sede nas Américas, em Boston, que abrigará 800 funcionários que apoiam os seus negócios nos Estados Unidos e em toda a região das Américas”, reforça a organização.

“Estamos muito satisfeitos por ter mantido o nosso forte desempenho no primeiro semestre de 2025, ganhando participação no mercado global de brinquedos. Este crescimento é impulsionado pela nossa vasta e inovadora gama de produtos que continua a ser relevante para todas as idades e interesses”, disse o CEO da Lego, Niels B Christiansen.

“Com a sólida base financeira que construímos ao longo de vários anos, continuamos a investir em expansões de capacidade e iniciativas estratégicas que alimentam o nosso crescimento. Acima de tudo, os resultados refletem a dedicação e paixão duradouras dos nossos mais de 31 mil colaboradores no mundo inteiro, que se mantiveram focados em alcançar mais crianças com experiências inspiradoras LEGO”, acrescentou o CEO da empresa.

A organização destaca que lançou 314 novos sets no primeiro semestre de 2025, o que representa um recorde para a Lego.

A empresa diz ainda que novas parcerias com a BLUEY e a ONE PIECE ajudaram a expandir o portfólio da empresa a que se juntou uma colaboração de vários anos com a The Pokémon Company International, “que está prestes a levar LEGO Pokémon aos fãs em 2026”.

A isto junta-se ainda o lançamento da campanha “She Built That” para “incentivar as meninas a usar sua criatividade como construtoras”.

No primeiro semestre a empresa abriu 24 lojas, elevando o total global para 1.079 lojas de marca, em 54 mercados.

“Isto incluiu a primeira loja em Nova Deli a reforçar a presença da marca na Índia”, salienta o grupo empresarial.

“O Grupo LEGO continuou a investir em iniciativas para reduzir o seu impacto ambiental, incluindo a introdução de materiais mais sustentáveis para fabricar os seus produtos. A empresa voltou a aumentar significativamente as compras de materiais produzidos com fontes sustentáveis, dobrando a percentagem de conteúdo renovável a partir do primeiro semestre de 2024 e reduzindo ainda mais a dependência de materiais virgens baseados em fósseis. Está no caminho certo para atingir sua meta anual que é de 60% dos materiais comprados serem produzidos com fontes sustentáveis, incluindo balanço de massa (53%) e materiais segregados (7%)”, explica a empresa.

No âmbito desta estratégia o grupo introduziu o rSEBS, “um novo material mais sustentável para pneus LEGO selecionados feitos de redes de pesca recicladas, cordas e óleo de motor” e vai introduzir o e-metanol, “um material feito a partir da mistura de energia renovável e CO2 de biorresíduos para criar elementos LEGO duros e rígidos, como eixos de roda, conectores e mãos de minifiguras”.

O CEO da Lego salienta que “as crianças e os pais esperam, com razão, que desempenhemos o nosso papel na definição de um futuro mais sustentável. Continuamos totalmente focados na missão de inspirar e desenvolver crianças em todos os lugares – o que inclui garantir que as gerações futuras herdam um planeta saudável. Temos o privilégio de estar numa posição forte para cumprir esta missão – investindo significativamente no crescimento sustentável agora e para o futuro”.


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