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Grupo Sugal instala em Benavente primeira caldeira de biomassa florestal para processamento de tomate na Europa

O Grupo Sugal está a executar até 2030 um investimento global de 100 milhões de euros no âmbito da sua estratégia de sustentabilidade 2030.
12 Setembro 2025, 11h50

O Grupo Sugal anunciou em comunicado a instalação em Benavente da primeira caldeira de biomassa florestal para processamento de tomate na Europa.

“Esta inovação integra o Programa de Descarbonização e Sustentabilidade 2022-2026 do Grupo Sugal e foi cofinanciada pelo Programa de Recuperação e Resiliência (PRR)”, diz a Sugal que lembra que o Grupo Sugal está a executar até 2030 um investimento global de 100 milhões de euros no âmbito da sua estratégia de sustentabilidade 2030.

Este investimento, apoiado pelo PRR, insere-se num plano de investimento de 49 milhões de euros em operações industriais em Portugal, destinados sobretudo à modernização de equipamentos mais eficientes e de menor impacto ambiental, com o objetivo de reduzir o consumo energético e as emissões de carbono, diz o grupo liderado por João Ortigão Costa.

A taxa de execução do plano de descarbonização para Portugal já ultrapassa os 80%, revela a Sugal. Em Portugal, os 49 milhões anunciados vão permitir alcançar antecipadamente a meta interna de reduzir até 40% as emissões de CO₂ das operações industriais até 2030, objetivo que deverá ser cumprido cerca de três anos antes do previsto.

“Com esta tecnologia pioneira, a fábrica de Benavente do Grupo Sugal – uma das mais importantes unidades de produção do maior produtor e exportador nacional de concentrado de tomate e um dos líderes mundiais do setor – passa a ser a unidade de transformação de tomate mais eficiente a nível energético da Europa, com um impacto ambiental significativamente reduzido”, lê-se no comunicado.

A apresentação oficial do projeto de descarbonização das fábricas localizadas em Portugal no âmbito da estratégia de sustentabilidade 2030 realizou-se esta quarta-feira, numa visita à unidade industrial de Benavente que contou com a presença do CEO do Grupo Sugal, João Ortigão Costa, e o Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes.

A estratégia de sustentabilidade da Sugal assenta em quatro pilares fundamentais, sendo o primeiro a neutralidade carbónica e transição energética o que passa pela redução de 35-40% da intensidade carbónica da produção industrial e consumo integral de energia proveniente de fontes renováveis. O segundo é agricultura e alimentação sustentável se se traduz na redução de 15% do consumo de água na produção agrícola.

O terceiros é o pilar da economia circular cuja meta é garantir que pelo menos 50% das embalagens são reutilizáveis e redução de 10% no consumo de água nas fábricas.

Por fim o quarto é a valorização dos recursos humanos e das comunidades que tem o objetivo de eliminar acidentes de
trabalho (índice de frequência 0%) e envolver 50% dos colaboradores em ações de voluntariado.

O Sugal Group é um grupo industrial português no setor do concentrado de tomate e das polpas de fruta que nasceu
há 60 anos em Azambuja e que conta hoje com cinco unidades fabris em Portugal, Espanha e Chile, sendo a única
empresa com duas campanhas anuais (hemisfério sul e hemisfério norte) e uma capacidade total instalada de 2,5
milhões de toneladas de tomate fresco.


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