A Unidade de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária (PJ) deteve oito pessoas esta terça-feira, 28 de maio, “por associação criminosa, corrupção passiva para ato ilícito, corrupção ativa para ato ilícito, falsidade informática, violação de segredo por funcionário e atestado (médico) falso”, na sequência de buscas em escolas de condução e no Instituto da Mobilidade e Transportes, segundo noticiou a TVI.
Terão sido detidos médicos, por passarem atestados falsos, um advogado, um coordenador do IMT da área de inspeção de escolas e responsáveis por centros de formação.
Em causa estará o recebimento de subornos com vista a facilitar obtenção de licenças para motoristas da Uber, Cabify, Kapten e outras plataformas de transporte de passageiros em veículos descaracterizados (TVDE).
De acordo com um comunicado da PJ, citado pela TVI, trata-se da operação “Caixa de Pandora” que mobilizou cerca de 140 elementos da PJ, bem como dez magistrados judiciais e do Ministério Público.
A PJ realizou mais de 40 buscas, domiciliárias e não domiciliárias, na zona de Lisboa, Lourinhã, Loures, Pinhal Novo, Óbidos, Santarém, Torres Vedras, Amadora, Peniche, Sintra, Almada e Cascais.
Em conformidade com a lei, os candidatos a motoristas de plataformas como Uber, Cabify e Kapten terão de respeitar dois requisitos, nomeadamente, ter um registo criminal limpo e realizar uma formação de 50 horas em escolas de condução com as quais foram celebrados protocolos para o efeito. Completada essa formação, o processo de cada candidato é submetido à aprovação do IMT, para certificação.
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