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Petrobras: justiça brasileira ordena que 80% da força de trabalho permaneça em atividade

O braço de ferro entre a petrolífera e os trabalhadores arrasta-se há duas semanas por falta de acordo nas negociações salariais.
29 Dezembro 2025, 10h25

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) do Brasil determinou que os níveis da força de trabalho permaneçam em 80% em todas as instalações da Petrobras no país, após os funcionários da companhia terem entrado numa greve geral por tempo indeterminado.

A multa por incumprimento é de 200 mil reais por dia (30 mil euros). Em comunicado, o tribunal informou que a decisão também proíbe os sindicatos de bloquear o transporte de empregados e equipamentos de e para as instalações, incluindo as da subsidiária logística da Petrobras, a Transpetro.

“Continuamos a trabalhar e a garantir a produção e o abastecimento”, disse Sylvia dos Anjos, diretora de Exploração e Produção, à Reuters.

A petrolífera informou também que, após cerca de quatro meses de esforços para chegar a um entendimento na mesa de negociações, 11 sindicatos aprovaram a proposta de remuneração da companhia, “encerrando o movimento grevista na grande maioria das suas bases”. No entanto, ainda há cinco grupos dissidentes.

Na sexta-feira, o sindicato Sindipetro-NF, que representa cerca de 25 mil trabalhadores da indústria do petróleo no Brasil, rejeitou a proposta mais recente da estatal para encerrar a greve de quase duas semanas, iniciada em 15 de dezembro.

Apesar do braço de ferro entre as duas partes e a decisão do Tribunal não está ainda claro quando a disputa terminará, já que as negociações salariais também envolvem questões complexas relacionadas com os fundos de pensões da Petrobras.


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