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Björk: “Gronelândia? Dinamarqueses tratam-nos como humanos de segunda classe”

A cantora islandesa apoia a independência da Gronelândia mas deixa aviso: “Passar de um colonizador cruel para outro é demasiado brutal… das cinzas ao fogo”. EUA intensificam o interesse no território que pertence à Dinamarca.
7 Janeiro 2026, 12h10

A cantora islandesa Björk veio a público nas redes sociais defender a independência da Gronelândia e acusar a Dinamarca de tratar os naturais da região autónoma. A polémica surge na sequência das ameaças de Donald Trump no sentido de tomar conta do território, sendo que o republicano considera o mesmo vital para a segurança dos EUA.

Ao som da sua música “Declare Independence”, a cantora islandesa começa por desejar a todos os habitantes da ilha “bênção na sua luta pela independência” e recorda que “os islandeses estão extremamente aliviados por terem conseguido romper com o dinamarquês em 1944”. Recorde-se que a Islândia esteve sob o domínio dinamarquês até 1944, ano em que se tornou uma república.

“Não perdemos a nossa língua (os meus filhos estariam a falar dinamarquês agora) e eu explodi de simpatia pelos gronelandeses, repetidamente, especialmente como quando surgiu o caso sobre a contracepção forçada”, realça a artista que sublinha: “Os dinamarqueses estão a tratar os gronelandeses como se fossem humanos de segunda classe”.
No entanto, a cantora considera que a solução proposta pelos EUA para aquele território seria também um retrocesso: “O colonialismo tem-me dado repetidamente arrepios de horror. A possibilidade de que os meus companheiros de Gronelândia possam passar de um colonizador cruel para outro é demasiado brutal para imaginar. “Das cinzas ao fogo”, como dizemos em islandês”.

O tema surgiu após Washington ter sugerido novamente a possibilidade de utilizar meios militares na sua estratégia para adquirir ou influenciar o controlo da Groenlândia, uma questão que tem gerado oposição de países europeus e do próprio governo dinamarquês, que afirmam que o território só pode decidir o seu futuro soberanamente.

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