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BCP com lucros de 1.018,6 milhões a subirem 12,4% em 2025

O resultado do BCP em Portugal aumentou 10,6% para 869,4 milhões de euros.
O CEO do Millennium bcp, Miguel Maya Dias Pinheiro, à chegada para intervir durante a conferência de imprensa para apresentação dos resultados do 1º trimestre de 2025, em Oeiras, 21 de maio de 2025. TIAGO PETINGA/LUSA
25 Fevereiro 2026, 17h06

O BCP viu os lucros crescerem 12,4% em 2025 para 1.018,6 milhões de euros. O ROE fixou-se em 14,3%. O resultado em Portugal aumentou 10,6% para 869,4 milhões de euros.

“Este é um resultado histórico “, disse o CEO, Miguel Maya na conferência de imprensa.

A margem financeira cresceu 2,4% para 2.898,1  milhões de euros. Em Portugal cresceu +0,2% para 1.338,2 milhões.  Por sua vez, as comissões avançaram 4,3% para 847,4 milhões de euros. Em Portugal cresceram +5,6% para 626, milhões de euros.

Os outros proveitos de exploração líquidos também contribuíram favoravelmente para a evolução do resultado líquido do Grupo BCP no ano passado, ao passar de 134,9 milhões de euros negativos em 2024, para 98,8 milhões de euros também negativos em 2025 (+36,1 milhões de euros). Os outros proveitos de exploração líquidos incluem +46,4 milhões em 2024 e +55,7 milhões em 2025 referentes à compensação de provisões relacionadas com a carteira de créditos hipotecários em francos suíços do Euro Bank (garantida pela Société Générale) e incluem encargos relacionados com custos de negociação e procedimentos legais de créditos em francos suíços, segundo o comunicado do BCP.

“Foi determinado o reconhecimento de uma receita no montante de 30,4 milhões de euros referentes ao Adicional de Solidariedade sobre o Setor Bancário pago em anos anteriores, na sequência da declaração de inconstitucionalidade deste imposto por parte do Tribunal Constitucional”

Destaque para o contributo da atividade em Portugal para os outros proveitos, que foi determinado pelo reconhecimento de uma receita no montante de 30,4 milhões de euros referentes ao Adicional de Solidariedade sobre o Setor Bancário pago em anos anteriores, na sequência da declaração de inconstitucionalidade deste imposto por parte do Tribunal Constitucional.

A nível consolidado as contribuições obrigatórias somam 141,0 milhões, acima dos 108,3 milhões em 2024. Em Portugal, precisamente por causa do reembolso do Adicional de Solidariedade, o valor caiu de 40,0 milhões para 9 milhões de euros, isto apesar da subida da contribuição sobre o setor bancário em 2025 que custou ao BCP 28,6 milhões e apesar das contribuições para o Fundo de Resolução ascenderam a 10,2 milhões (ao todo 38,7 milhões). “Houve um aumento de 34,4 milhões para 38,7 milhões, e tem sido um tema que tem vindo a existir trimestre após trimestre, ano após ano, que é uma profunda injustiça, uma vez que é absolutamente desigual e anticoncorrencial no sistema financeiro”, disse Miguel Maya.

Do lado dos custos houve um aumento de 8,3% para 1.415,1 milhões de euros.

O rácio de eficiência manteve-se em 37%.

“As imparidades ainda têm um peso significativo mas estão em trajetória de redução”

Miguel Maya disse que as imparidades ainda têm um peso significativo (ascendem as 830,7 milhões de euros, mas em trajetória de redução (caíram 10,3%). No entanto as imparidades para crédito aumentaram 8,8% para 199,5 milhões. O que inclui as imparidades do banco em Moçambique, que viu o rating cair.

Na atividade em Portugal, as dotações para a imparidade do crédito (líquida de recuperações) aumentaram 11,5% face aos 120,4 milhões de euros reconhecidos em 2024, totalizando 134,2 milhões de euros em 2025.

O banco destaca o resultado líquido das operações internacionais registou um aumento de 33,0%, tendo ascendido a 291,91 milhões em 2025 que compara com 219,5 milhões alcançados em 2024. Destaque para o Bank Millennium que registou um resultado líquido de 283,71 milhões em 2025, correspondendo a uma variação de 67,1%2 face a 2024.

Na Polónia, os encargos associados à carteira de créditos hipotecários em francos suíço registaram uma redução de 34% face ao período homólogo, tendo-se situado em 2025 nos 502,4 milhões.

Miguel Maya destacou ainda o rácio de capital  CET1 de 15,9% e rácio de capital total de 19,9%. Ao nível da liquidez o banco realçou que os indicadores do Grupo mantêm-se significativamente acima dos limites regulamentares, com o LCR em 334%, o NSFR em 180% e LtD5 em 68%. Ativos disponíveis para financiamento junto do BCE são de 33 mil milhões.

Crédito cresce 7,3% no grupo e 9,3% em Portugal

No balanço, o crédito a clientes no Grupo BCP aumenta 7,3% num ano para 62,6 mil milhões e recursos totais de clientes crescem 8,6%  para 111,8 mil milhões.

Em Portugal, o crédito aumentou 9,3%  (+3,7 mil milhões) para 43,2 mil milhões de euros com subidas nos segmentos de habitação (que aumentou 5,6% para 30,3 mil milhões), empresas (mais 10% para 24,4 mil milhões) e pessoal (cresceu de 7,4 mil mil milhões para 7,9 mil milhões de euros).

Este crescimento da carteira incorpora, por um lado, um aumento significativo do crédito performing (+3.918 milhões de euros) e, por outro, uma redução das non-performing exposures (NPE) (-224 milhões de euros).

O crédito hipotecário na atividade em Portugal fixou-se em 21.781 milhões de euros registando um aumento de 11,4% face à mesma data no ano anterior, devido a uma crescente procura, impulsionada pela descida das taxas de juro e pelos incentivos estatais dirigidos aos jovens, diz o BCP.

O grupo BCP revela que os recursos totais de clientes aumentaram 6,3% (+4,5 mil milhões) para 111,8 mil milhões de euros. Os depósitos cresceram 6,8% para 89,7 mil milhões.

O crédito malparado em Portugal (NPE, Non-Performing Exposure) voltou a cair, de 973 milhões de euros em 2024 para 749 milhões em 2025. O rácio é de 1,7%. No grupo, caiu de 1,82% para 1,5%.

O custo do risco em 2025 nos 32 pontos base no Grupo BCP que compara com 31 pb no período homólogo. Em Portugal o custo do risco situou-se nos 31pb em 2025 que compara com 30 pb no período homólogo.

O CEO do banco destacou os mais de 7,3 milhões de clientes ativos com destaque para o aumento de 9% dos clientes mobile que representam 74% da base de clientes em dezembro de 2025.

 

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