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“Catástrofe humanitária”: Amnistia Internacional exige proteção de civis na guerra no Médio Oriente

A organização alerta para uma “catástrofe humanitária” após a expansão do conflito a mais de dez países e o assassinato do Líder Supremo do Irão.
Irão Guerra
EPA/ABEDIN TAHERKENAREH
4 Março 2026, 10h35

Num cenário de guerra aberta no Médio Oriente, que já envolve mais de uma dezena de países, a Amnistia Internacional lançou um apelo urgente a todas as partes para que travem os ataques ilegais e protejam as populações civis.

A organização alerta para uma “catástrofe humanitária” após a expansão do conflito a mais de dez países e o assassinato do Líder Supremo do Irão.
A tensão atingiu o ponto de rutura após ataques conjuntos dos EUA e Israel contra território iraniano, seguidos de uma vaga de retaliações por parte de Teerão. O clima de insegurança agravou-se drasticamente com o assassinato de Ali Khamenei, Líder Supremo e Comandante-Chefe do Irão, facto que levou o regime iraniano a prometer uma intensificação severa do conflito.
Nas últimas 24 horas, Israel redobrou a ofensiva no Líbano em resposta ao Hezbollah, enquanto Washington adverte que “os golpes mais duros ainda estão para vir”, sinalizando que a intervenção militar norte-americana poderá aumentar.
Agnès Callamard, secretária-geral da organização, denunciou a natureza “imprudente” das operações militares, sublinhando que os civis não podem continuar a pagar o preço de atos ilegais que violam o direito internacional humanitário.
“Os riscos não poderiam ser maiores. Em toda a região, os civis já sofreram ciclos sucessivos de conflitos e crimes em massa. A sua proteção deve agora ser a principal prioridade”, afirmou Callamard.
A secretária-geral da Amnistia Internacional acrescentou ainda que: “Os civis não devem pagar o preço pelos atos ilegais e imprudentes das partes em conflito, que devastam os princípios de humanidade e distinção no cerne do direito internacional humanitário e ameaçam os próprios alicerces da paz e segurança internacionais. Os riscos não poderiam ser maiores.

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