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Escola Superior Agrária de Coimbra inaugura estação para realização de testes com insetos

A infraestrutura, formalmente já aprovada pela DGAV, está alinhada com o Plano Floresta 2050, reforçando a capacidade científica nacional na luta contra as espécies invasoras.
12 Março 2026, 17h00

A Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra (ESAC-IPC) anuncia uma nova estação de quarentena ou confinamento para realização de testes com insetos, ampliada e com mais-valias relativamente à anterior.

“Será uma infraestrutura científica dedicada ao estudo e avaliação de agentes de controlo biológico de plantas invasoras, com condições para desenvolver testes com plantas invasoras terrestres (de que são exemplo as acácias, atualmente em floração) e aquáticas (como o jacinto-de-água)”, revela em nota enviada ao nosso jornal.

A infraestrutura, formalmente já aprovada pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), cumpre “todos os requisitos legais, técnicos e de biossegurança exigidos para este tipo de instalações”, o que garante que “todos os ensaios decorrem sob rigorosos padrões de confinamento, prevenindo qualquer risco de libertação acidental e assegurando elevados níveis de segurança biológica”.

A Escola Superior Agrária salienta a ameaça que as espécies invasoras representam para a biodiversidade, para os ecossistemas agrícolas e florestais e para a própria economia, adiantando que o controlo biológico é a ferramenta que permite “uma gestão mais eficaz, sustentável e duradoura”. Esta estratégia baseia-se na “utilização de inimigos naturais altamente específicos, permitindo reduzir populações de espécies invasoras de forma continuada e com menor impacte ambiental”.

“O desenvolvimento de alternativas ao controlo químico, em particular, é uma prioridade estratégica a nível nacional e europeu podendo o controlo biológico promover soluções sustentáveis e de longo prazo para a gestão de plantas invasoras”, destaca ainda o documento.

Os projetos científicos a desenvolver na infraestrutura serão coordenados pela docente e investigadora Hélia Marchante, especialista em ecologia e gestão de espécies invasoras do Centro de Estudos em Recursos Naturais, Ambiente e Sociedade (CERNAS – ESAC/IPC).

De referir que a Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra desenvolve uma colaboração de longa data, no domínio das espécies de plantas invasoras e seu controlo biológico, com o Centro de Ecologia Funcional – Universidade de Coimbra (CFE – UC) e também que o investimento está alinhado com as prioridades estratégicas nacionais, nomeadamente com o Plano Floresta 2050.


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