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Leão XIV apela ao cessar-fogo no Médio Oriente

O Papa manifestou ainda a sua “grande preocupação” com a situação no Líbano, país que visitou em dezembro passado, na sua primeira viagem internacional, e onde, esta semana, um padre maronita foi morto depois de ter sido atingido por um projétil durante um bombardeamento.
epa12084646 Newly elected Pope Leo XIV, Cardinal Robert Francis Prevost from the USA, greets faithfuls from the central loggia of Saint Peter’s Basilica, Vatican City, 08 May 2025. EPA/FABIO FRUSTACI
15 Março 2026, 14h05

O Papa Leão XIV apelou hoje aos responsáveis pelo conflito no Médio Oriente para um cessar-fogo e reabertura dos canais de diálogo, depois de denunciar a “violência atroz” sofrida pelos povos da região nas últimas duas semanas.

“Em nome dos cristãos do Médio Oriente e de todos os homens e mulheres de boa vontade, dirijo-me aos responsáveis por este conflito. Cessem o fogo, reabram os canais de diálogo”, disse o pontífice da janela do Palácio Apostólico.

“A violência nunca poderá conduzir à justiça, à estabilidade e à paz que os povos tanto anseiam”, acrescentou.

Leão XIV denunciou que, nas últimas duas semanas, os povos do Médio Oriente “sofreram a violência atroz da guerra” e que “milhares de inocentes foram mortos e inúmeras outras pessoas forçadas a fugir das suas casas”.

“Renovo as minhas orações por todos aqueles que perderam entes queridos nos ataques que atingiram escolas, hospitais e zonas residenciais”, disse.

O Papa manifestou ainda a sua “grande preocupação” com a situação no Líbano, país que visitou em dezembro passado, na sua primeira viagem internacional, e onde, esta semana, um padre maronita foi morto depois de ter sido atingido por um projétil durante um bombardeamento.

“Espero que se abram caminhos do diálogo e que possam apoiar as autoridades do país na implementação de soluções duradouras para a grave crise em curso, para o bem comum de todos os libaneses”, afirmou.

Antes, na oração do “Angelus”, o Papa pediu que todos abram os olhos ao sofrimento e às “feridas do mundo”.

“Precisamos de uma fé desperta, atenta e profética, que nos abra os olhos para as trevas do mundo e leve a luz do Evangelho através de um compromisso com a paz, a justiça e a solidariedade”, afirmou aos fiéis reunidos na Praça de São Pedro.

 


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