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Apollo permite levantamento de 45% do total de pedidos de resgastes de fundo de crédito

A Apollo informou os investidores de que iria limitar os resgastes do seu fundo de crédito (Apollo Debt Solutions), no valor de 21,5 mil milhões de euros), a 5% face a pedidos de levantamento que atingiram os 11,2%.
24 Março 2026, 12h28

A gestora de ativos Apollo informou os investidores de que iria limitar os resgastes do seu fundo de crédito (Apollo Debt Solutions), no valor de 25 mil milhões de dólares (21,5 mil milhões de euros), a 5% face a pedidos de levantamento que atingiram os 11,2%, de acordo com um documento entregue pela gestora junto do regulador de mercados norte-americano (SEC).

O fundo referiu, citado pela agência noticiosa Reuters, que esta decisão “está alinhada” com os seus objetivos de liquidez. Os resgates deixam o fundo com cerca de 730 milhões de dólares (630,1 milhões de euros) em saídas brutas [no trimestre] face a entradas de 724 milhões de dólares (624,9 milhões de euros), salienta o mesmo meio de comunicação.

A expetativa da gestora de ativos passa por devolver cerca de 45% do capital que foi solicitado por cada investidor que queira retirar dinheiro do fundo.

Várias gestoras de ativos têm sido confronto com pedidos de levantamento de dinheiro por parte de investidores em fundos de crédito.

O principal fundo de crédito da Blackstone (BCRED), que está avaliado em 82 mil milhões de dólares (70,7 mil milhões de euros), teve em fevereiro a sua primeira perda mensal em mais de três anos (-0,4%). No primeiro trimestre este fundo teve pedidos de levantamento de 3,7 mil milhões de dólares (3,1 mil milhões de euros), de acordo com a Reuters. A Blackstone também anunciou que iria levantar o seu limite de resgastes de fundos, por trimestre, de 5% para 7%.

A Blue Owl tinha anunciado em fevereiro que iria vender 1,4 mil milhões de dólares (1,2 mil milhões de euros) em ativos de três dos seus fundos de crédito de modo a poder devolver dinheiro aos investidores e também para amortizar dívida.

E a BlackRock limitou os resgastes de um dos seus fundos de crédito (HPS Corporate Lending Fund). A gestora de ativos tinha recebido pedidos de resgate avaliados em 1,2 mil milhões de dólares (mil milhões de euros) no primeiro trimestre, o equivalente a 9,3% do total. A organização salientou que iria pagar 620 milhões de dólares (535,1 milhões de euros) atingindo desta maneira o limite de 5%. Esta foi a primeira vez em que os pedido de resgastes, no HPS Corporate Leding Fund, ultrapassou os 5%, salientou a Reuters.

Este tipo de empresas têm acumulado perdas significativas em bolsa. No caso da Apollo desvaloriza 24% desde o início do ano. Para o mesmo período temporal a Blue Owl já caiu 40%, a Blackstone desvalorizou 31%, e a BlackRock desce 10%.


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