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Avaliação ambiental do projeto de navegabilidade do Tejo em curso na APA

A Administração do Porto de Lisboa (APL) deu um passo decisivo para a modernização do transporte de mercadorias na região da capital. O projeto de melhoria da navegabilidade do estuário do Tejo já se encontra em fase de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
30 Março 2026, 22h34

O projeto de melhoria das condições de navegabilidade do estuário do Tejo está em fase de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA), após a submissão do respetivo Estudo de Impacte Ambiental (EIA) pela Administração do Porto de Lisboa (APL), junto da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), diz a APL em comunicado.

O grande objetivo desta iniciativa é transformar o Tejo num corredor logístico regular, ligando o Porto de Lisboa à plataforma logística de Castanheira do Ribatejo. O plano prevê a circulação de até 10 barcaças diárias em ambos os sentidos, transportando contentores, granéis e carga geral para portos interiores em Vila Franca de Xira e Castanheira do Ribatejo.

A principal vantagem da proposta é a transferência de carga da estrada para a água. Ao retirar um número significativo de veículos pesados das principais vias de acesso a Lisboa, o projeto promete reduzir drasticamente o congestionamento rodoviário e as emissões de gases com efeito de estufa, alinhando-se com as metas europeias de descarbonização.

Para tornar esta “autoestrada fluvial” viável, a APL prevê intervenções de melhoria da cala (profundidade) e o reforço da segurança dos canais de navegação. Estas obras permitirão que as barcaças circulem com eficiência e segurança, otimizando a infraestrutura portuária já existente.

Com este projeto, o Porto de Lisboa reafirma a sua aposta numa logística mais sustentável e eficiente, potenciando o rio Tejo como um motor de desenvolvimento económico e ambiental para a região.

 


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