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Prioridade aos despejos: proprietários pedem medida para devolver confiança

Sondagem da Associação Lisbonense de Proprietários revela que 33% dos inquiridos consideram o “acelerar dos processos de despejo por incumprimento” como uma medida prioritária e que sem este mecanismo “não haverá confiança bastante para colocar mais casas no mercado”.
14 Abril 2026, 12h57

A reversão do congelamento das rendas é vista como uma medida prioritária para devolver a confiança dos proprietários de imóveis. Este é o sinal dado por 40,1% dos inquiridos na mais recente sondagem levada a cabo pela Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), que reuniu as respostas de 197 associados sobre várias temáticas que impactam este setor.

“Continua a ser, para os proprietários, a principal injustiça por corrigir no mercado de arrendamento e o mais evidente sinal de que o Governo continua a adiar as reformas que verdadeiramente poderiam restaurar a confiança no setor”, pode ler-se no documento.

Por outro lado, 33% dos inquiridos consideram o “acelerar dos processos de despejo por incumprimento” como uma medida prioritária e que sem este mecanismo “não haverá confiança bastante para colocar mais casas no mercado”.

Em terceiro lugar surge o alívio da carga fiscal referido por 14,2% dos inquiridos como a medida mais directamente relacionada com o reforço da confiança, apesar da redução anunciada pelo Governo da tributação autónoma sobre rendimentos prediais, dos atuais 25% para 10% até 2029, nos arrendamentos com valores moderados até 2.300 euros.

Questionados sobre se as medidas do Executivo vão aumentar a confiança dos senhorios, 40% assume que “ainda é cedo para avaliar”, enquanto 25% dizem claramente que “não” e apenas 7,7% acreditam que sim.

Luís Menezes Leitão, presidente da ALP, afirma que esta sondagem demonstra que os proprietários continuam à espera das reformas que realmente contam. “O Governo pode anunciar medidas fiscais e pequenos ajustamentos, mas, enquanto se recusar a resolver o congelamento das rendas e a garantir mecanismos eficazes perante o incumprimento, continuará a deixar intocados os principais factores de desconfiança que bloqueiam o mercado”, refere.

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