A Siemens pretende atingir uma pegada de carbono zero até 2030. O objetivo global é ser a “primeira grande empresa industrial” a atingir essa meta. Portugal também está a contribuir para esse objetivo.
O curto prazo o objetivo também é claro. A multinacional irá investir 100 milhões de euros nos próximos três anos para reduzir para metade as emissões de dióxido de carbono (CO2) até 2020. Atualmente a Siemens emite cerca de 2,2 milhões de toneladas métricas de CO2 anuais.
Com a introdução de sistemas de gestão de energia, de automação para edifícios e processos de produção ou sistemas de acionamento energeticamente eficientes e empresa espera reduzir os custos com energia para 20 milhões de euros/ano.
O programa de redução de CO2 arranca já em 2016 com um investimento inicial de cerca de 40 milhões de euros. A nova sede da empresa, em Munique, já cumpre “as normas mais rigorosas de respeito pelo ambiente, conservação de recursos e construção sustentável”, explica a empresa em informação enviada à imprensa.
Portugal diminui pegada
Também em Portugal as ações já se sentem. A Siemens tem vindo a desenvolver projetos com o objetivo de reduzir as emissões de CO2. A empresa está a participar num projeto-piloto, lançado pela empresa especializada em aluguer operacional e gestão de frotas do grupo Société Générale (ALD Automotive) e pela ADENE, que visa lançar as bases do processo de Certificação Energética para frotas automóveis.
Também na sede, em Alfragide, têm sido feitas intervenções. O edifício tem mais de 25 anos e está a adaptar-se aos tempos modernos. Por exemplo, o edifício da cantina já tem 40 painéis coletores solares instalados que asseguram o aquecimento das águas sanitárias e a iluminação do edifício já foi substituída por lâmpadas led de baixo consumo. Com estas medidas, a Siemens Portugal reduziu em 4% o consumo de energia em 2014.
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