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CGD, BCP e NB reuniram com Finanças mas não conhecem solução para malparado

Gestores dos três principais bancos – CGD, Millennium bcp e Novo Banco – reuniram-se na terça-feira no Ministério das Finanças, e onde esteve presente o Banco de Portugal (BdP), para discutirem modelos de solução para retirar o crédito improdutivo (NPL) do balanço dos bancos.
As campanhas eleitorais são cansativas. Que o diga António Costa, que teve que redefinir a agenda devido a “dores musculares nas costas”.
9 Junho 2017, 04h50

Mas não foi apresentada qualquer solução concreta pelo Governo aos bancos, soube o Jornal Económico. O que houve foi uma troca de ideias e abriu-se o debate a sugestões de soluções que ajudem os bancos a livrarem-se dos créditos malparados em stock nos balanços dos bancos. Foi pedido às instituições que estudassem soluções e dessem o seu parecer.

Ontem, o debate parlamentar, o primeiro-ministro disse, em resposta ao deputado do PSD, Luís Montenegro, que o Governo já apresentou uma proposta para o malparado a três bancos portugueses: “Ainda segunda-feira [a reunião foi terça] houve uma reunião no Ministério das Finanças com o Banco de Portugal e os três principais bancos do país com o mais elevado nível de crédito não performante, de forma a apresentarem aos bancos uma proposta de solução para eles estudarem, serem ouvidos e darem parecer sobre a matéria”. Mas fonte da banca disse ao Jornal Económico que não foi apresentada qualquer solução, foi apenas discutido o assunto e foram pedidas sugestões.

Recentemente, a administradora do BdP, Elisa Ferreira, disse que não havia possibilidade de criar um veículo para o malparado, porque, para “tirar os ativos do balanço dos bancos para serem comercializados implica um desconto face ao valor do balanço. É preciso que alguém ponha essa diferença e o Estado não o pode fazer”.


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