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Bomba relógio? Empresas norte-americanas e europeias têm os piores planos de pensões

As cotadas de ambas as regiões do globo sofreram a maior deteorização no financiamento desde 2015, o que tem feito crescer o medo de “uma bomba-relógio”, onde as empresas terão dificuldade a honrar os seus compromissos para com os trabalhadores.
11 Setembro 2017, 12h43

A DuPont, nos EUA; a British Telecom, no Reino Unido, e a Hydro One, no Canadá, são as empresas com os piores planos de pensões do planeta, de acordo com um estudo da Create Research, citado pelo Financial Times, que nota o impacto que as baixas taxas de juro e o envelhecimento da população estão a ter nos fundos de pensões das empresas.

Este estudo, que investigou mais de 9.000 empresas globalmente, coloca as empresas norte-americanas e europeias nos lugares cimeiros do défice dos fundos de pensões corporativos e adianta que as cotadas de ambas as regiões do globo sofreram a maior deteorização no que respeita a financiamento desde 2015, o que tem feito crescer o medo de “uma bomba-relógio”, onde as empresas terão dificuldade a honrar os seus compromissos para com os trabalhadores.

Algumas empresas tentam lidar com estes défices através da injeção de capital nos seus fundos de pensões ou através da alteração das condições. Outras alteraram as suas estratégias de investimento, aumentando o risco dos investimentos, mas também as receitas que estes geram.

Recorde-se que em maio, o Fórum Económico Mundial deu a conhecer um estudo em que alertava para que os seis maiores sistemas de pensões do mundo – EUA, Reino Unido, Japão, Holanda, Canadá e Austrália – deveriam apresentar um défice de mais de 186 biliões de euros em 2050, um valor que engloba as pensões públicas, privadas e PPR individuais.


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