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Robot gestor de ativos já tem 11.500 clientes na Dinamarca

Mais de metade dos investidores que usam o robot June têm menos de 40 anos, enquanto a idade média dos investidores tradicionais do Danske Bank é de 60 anos.
11 Dezembro 2017, 17h51

Há pouco mais de um ano, a maior empresa financeira da Dinamarca, o Danske Bank, lançou um novo serviço de investimento. A particularidade é que a gestão de ativos é feita por um robot, chamado June. Apesar de ter levantado algumas dúvidas inicialmente, o robot June do Danske Bank já atraiu 11.500 clientes e é visto pela empresa como uma forma de expandir operações.

“A ideia do June é basicamente ajudar a democratizar o investimento”, explicou Jakob Beck Thomsen, diretor de produto do Danske Bank para o robot, em declarações à agência Bloomberg.

O principal alvo do serviço são investidores de retalho e pequenas empresas que normalmente não têm como ou não sabem onde investir os lucros, segundo a empresa. Esta gestão é especialmente importante pois a Dinamarca tem taxas de juro abaixo de zero desde 2012, mais tempo que qualquer outro banco central no mundo, levando o rendimento dos depósitos para próximo de nada.

Para investir com o June, tem de se decidir um valor máximo (o limite é um milhão de coroas dinamarquesas) e escolher a categoria de risco. Se o investidor não souber o que escolher, o June tem disponível um teste rápido que apresenta o perfil de risco. Segue-se uma questão sobre horizonte temporal e outras preferências. No fim do processo, que demora cerca de 10 minutos e com base num algoritmo, o June oferece uma recomendação de cinco fundos para investir.

“Mais de metade das pessoas que usam o June têm menos de 40 anos. Normalmente, com os nossos serviços de investimento mais convencionais, a média de idade é de 60 anos”, acrescentou Thomsen.


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