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Farminveste passa de prejuízo a lucro de 2,3 milhões no semestre

A gestora de participações sociais revelou hoje que registou um lucro de 2,3 milhões de euros no primeiro semestre, recuperando de 8,7 milhões de euros de prejuízo no período homólogo.
2 Setembro 2021, 21h47

A gestora de participações sociais Farminveste revelou esta quinta-feira que registou um lucro de 2,3 milhões de euros no primeiro semestre, recuperando de 8,7 milhões de euros de prejuízo no período homólogo.

Segundo comunicado enviado pela empresa à Comissão de Mercados e Valores Mobiliários (CMVM), a “melhoria significativa do resultado líquido consolidado da Farminveste SGPS de 11 milhões de euros” resultou “do aumento do volume de negócios consolidado em 5,5 milhões de euros, melhoria em ganhos e perdas de participadas em 8,8 milhões de euros, poupanças em CMVMC [Custo das Mercadorias Vendidas e Matérias Consumidas] em 2,5 milhões de euros e agravamento de OPEX [Despesas Operacionais] em 3,5 milhões de euros”.

A Farminveste destacou ainda um aumento de amortizações e imparidades de ativos em 0,5 milhões de euros, aumento de custos de financiamento em 0,4 milhões de euros e aumento de custos com impostos em 1,8 milhões de euros, decorrente dos resultados verificados.

No período de referência, o volume de negócios da empresa fixou-se em 391,7 milhões de euros, mais 1,4% o que em igual período de 2020.

O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) foi de 20 milhões de euros, de acordo com a empresa.

No comunicado ao mercado, a empresa salientou que os resultados continuaram a ser “afetados” pela pandemia de covid-19 “nomeadamente pelas medidas extraordinárias de contenção impostas pelas autoridades, as quais condicionaram os setores em que a Farminveste e suas participadas estão presentes”.

“Atualmente, mantém-se um grau de incerteza ainda elevado sobre a evolução da crise pandémica (incluindo aspetos como os resultados da vacinação e tratamento para uma doença que tem conhecido uma rápida evolução com o aparecimento de novas variantes), sobre os seus impactos nas operações da Farminveste e suas participadas e nos setores em que estão presentes, nas condições económicas em geral e em potenciais alterações estruturais no comportamento dos consumidores”, acrescentou.

A Farminveste sublinhou, no entanto, que “alguns indicadores aparentam retomar alguma normalidade, nomeadamente na participada CUF”.


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