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Lucros da Martifer recuam 73% em 2020

A Martifer destaca que que a sua “carteira de encomendas na Construção Metálica e na Indústria Naval é a mais robusta dos últimos sete anos”, no valor de 579 milhões de euros.
13 Abril 2021, 17h41

Os lucros da Martifer recuaram 73% para 6,3 milhões de euros em 2020 face a período homólogo.

No ano de 2020, o EBITDA recuou dos 28,9 milhões de euros para os 19,4 milhões, com a margem EBITDA a descer dos 12,2% para os 8,6%.

Recorde-se que em 2019 os lucros da Martifer foram impulsionados por um evento extraordinário, com a venda de meia dúzia de centrais solares em Espanha à Finerge.

Já os rendimentos operacionais desceram dos 266,9 milhões de euros para os 249,3 milhões durante o ano passado.

Por sua vez, o EBIT recuou de 18,3 milhões para os 13 milhões.

Em termos de investimento, a companhia investiu 3,3 milhões de euros, 2,1 milhões nas renováveis, e 600 mil euros na indústria naval, mais 600 mil na construção metálica.

A dívida financeira manteve o seu queda gradual, com a dívida líquida a recuar dos 106 milhões para os  76 milhões de euros. Já a dívida bruta recuou 21 milhões para 120 milhões.

A empresa liderada por Pedro Duarte aponta que o custo médio da dívida recuou 3,5%, com a maturidade média a ser de sete anos. O rácio dívida líquida/EBITDA é de 3,9 vezes.

Em relação à carteira de encomendas, a empresa conta com um total de 579 milhões de euros, com a maioria (52%) a ter origem na Europa Ocidental e no sector da indústria naval (55%).

O “volume de negócios gerado fora de Portugal e exportações ascendem a 87 % do volume de negócios
total do grupo”, segundo a companhia.

A Martifer destaca que que a sua “carteira de encomendas na Construção Metálica e na Indústria Naval é a mais robusta dos últimos sete anos”.

Em termos de construção metálica, a empresa destaca os projetos em França, para a Siemens Gamesa em Le Havre, em Angola, Hospital Geral de Cabinda, no Reino Unido, o Royal Liverpool Hospital, na Bélgica, a Gare da cidade de Mons.

Em termos de renováveis, a companhia está a desenvolver projetos na Argentina (300 megawatts de energia solar), em Portugal (40 MW de eólica e solar, mais 12 MW de eólica já em operação), Polónia (370 MW de solar ou eólica em desenvolvimento ou em construção).

Para o futuro, a companhia diz que quer “concretizar o investimento na nova doca, consolidando o peso desta unidade de negócio [construção naval] no volume de negócios do grupo”.

Nas energias renováveis, “através da rotação de ativos quer do aproveitamento de oportunidades em projetos eólicos e solares, queremos continuar a potenciar os sucessos alcançados, nomeadamente nos leilões de energia eólica e solar, na Polónia”.

Nas construções metálicas, a Martifer diz que quer “procurar oportunidades em linha com o desígnio do reforço do perfil exportador do grupo, potenciando a capacidade industrial, em Portugal, para os mercados externos onde a Martifer está presente”.


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